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    Mesmo com alta, gasolina e diesel seguem com preço defasado, dizem importadores

    Abicom diz que, para ter paridade com mercado internacional, gasolina e diesel deveriam ser 37 e 47 centavos mais caros, respectivamente

    Pedro Duranda CNN no Rio de Janeiro

    Nas contas dos importadores de combustível, a alta nos preços do combustível, anunciada nesta segunda-feira (25), ainda não é suficiente para dar paridade ao valor do litro da gasolina e do diesel, que continua defasado, segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustível). Os importadores afirma que, no caso da gasolina, o litro deveria ser 37 centavos mais caro, e, em relação ao diesel, 47 centavos. Isso representaria um preço 11% e 13% maior, respectivamente.

    “Os aumentos não são suficientes pra eliminar as defasagens. É muito importante que a Petrobras informe para as distribuidoras quais seriam os volumes para o mês de dezembro, de modo que elas tenham tempo para programar as importações” disse à CNN o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

    A preocupação de Sérgio se refere à decisão unilateral da Petrobras de não atender a pedidos de demanda extra das distribuidoras no mês de novembro. A estatal afirmou que uma “demanda atípica” não estava no radar e que não conseguirá atender a todos os pedidos, mas que vai cumprir os contratos.

    Na prática, com preços muito diferentes no mercado nacional e internacional, as distribuidoras acabam tendo que recorrer a um combustível mais caro pra completar os estoques. Isso pode provocar um preço final ainda mais alto na bomba dos postos.

    O reajuste passa a valer a partir desta terça-feira (26) e acontece em meio a críticas do presidente da Câmara, Arthur Lira, e do presidente da República, Jair Bolsonaro, que disse esperar por um novo aumento. Bolsonaro falou ainda que a privatização da estatal “voltou ao radar”.

    Em comunicado, a Petrobras afirma que “o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,21 por litro”, considerando a mistura obrigatória com etanol, “o preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,33 por litro em média. Uma variação de R$ 0,15 por litro”.

    No caso do diesel, “o preço médio de venda da Petrobras, para as distribuidoras, passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro”, ou R$ 2,94 por litro em média na bomba, com uma variação de R$ 0,24”, considerando a mistura obrigatória.

    A estatal afirma também que o aumento serve para alinhar os preços ao mercado internacional, e que “os ajustes refletem também parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio”.