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    “Prévia do PIB”: IBC-Br recua em março, mas termina 1º trimestre em alta de 1,08%, diz BC

    Resultado mensal foi pior do que a expectativa em pesquisa da Reuters de uma queda de 0,25% no mês

    Sede do Banco Central em Brasília
    Sede do Banco Central em Brasília 23/09/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino

    Reuters

    A atividade econômica brasileira contraiu mais do que o esperado em março mas ainda assim fechou o primeiro trimestre de 2024 com crescimento, mostrando tração em um ambiente que favorece o consumo das famílias com o mercado de trabalho aquecido e a inflação sob controle, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira.

    O Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,34% em março na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado.

    A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,25%, e o resultado foi o primeiro no vermelho depois de quatro meses de ganhos.

    Ainda assim, o índice fechou o primeiro trimestre do ano com expansão de 1,08%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve recuo de 2,18%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 1,68%, de acordo com números observados.

    “O avanço do IBC-Br no primeiro trimestre corrobora nosso cenário de crescimento de 0,7% do PIB e uma expansão da economia liderada pelo lado da demanda”, disse em nota Rafael Perez, economista da Suno Research.

    A economia brasileira vem apresentando bom desempenho neste início de ano, favorecida principalmente pelo consumo diante de uma inflação sob controle, aumento da renda e mercado de trabalho firme. Analistas consideram ainda que o pagamento de precatórios no primeiro trimestre ajudou a atividade.

    O afrouxamento monetário promovido pelo Banco Central — com a Selic atualmente em 10,50% –também deve ajudar a sustentar a economia este ano, já que favorece as condições de crédito no país.

    “O resultado confirma o cenário de um primeiro trimestre forte, com o impulso da demanda causado pelo pagamento de precatórios, e um carregamento mais forte deixado pelo resultado de dezembro”, avaliou Gabriel Couto, economista do Santander, colocando viés de alta em sua estimativa de expansão de 1,8% do PIB em 2024.

    Em março, a indústria brasileira ganhou força e fechou o primeiro trimestre com crescimento de 0,9% da produção, enquanto o volume do setor de serviços expandiu 0,4%, resultado melhor do que o esperado.

    Já as vendas varejistas tiveram estabilidade no mês, contrariando expectativas de uma retração depois de dois meses de altas.

    Em março, o Banco Central melhorou sua projeção de crescimento econômico em 2024 a 1,9%, contra patamar de 1,7% estimado em dezembro.

    O Ministério da Fazenda, por sua vez, prevê expansão de 2,2% este ano, mas o chefe da pasta, ministro Fernando Haddad, já afirmou que a estimativa deve ser revisada para ao menos 2,5%.

    O IBC-Br é construído com base em proxies representativas dos índices de volume da produção da agropecuária, da indústria e do setor de serviços, além do índice de volume dos impostos sobre a produção.