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    Magnitude do corte total de juros desse ciclo ainda é incerta, diz Inter

    Especialistas do banco chamam a atenção para a manutenção da política monetária restritiva pelo Banco Central por um período prolongado

    Taxa básica de juros passou de 13,25% para 12,75%
    Taxa básica de juros passou de 13,25% para 12,75% Divulgação/Inter

    Da CNN

    São Paulo

    O Inter divulgou um relatório em que analisa o corte de 0,50 ponto percentual (p.p.) na taxa básica de juros, anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) nesta quarta-feira (20).

    O documento é assinado por Rafaela Vitória e André Valério, economista-chefe e coordenador de macro research do Inter, respectivamente.

    No texto, os especialistas chamam a atenção para a manutenção da política monetária restritiva pelo Banco Central (BC) por um período ainda prolongado.

    Rafaela e André destacam que a magnitude do corte total nesse ciclo de queda ainda não está certa, e vai depender da evolução da inflação, “principalmente das medidas de serviços e de núcleo, mais sensíveis à política monetária, e também das expectativas de inflação, mais sensíveis às mudanças na política fiscal”.

    “O cenário externo, que aponta para taxas de juros maiores ao longo de 2024, também pode limitar o tamanho do corte total na taxa Selic nesse ciclo”, informam.

    Para os especialistas, a Selic chegará a 9% no segundo semestre de 2024.

    O Copom anunciou a redução da Selic de 13,25% para 12,75% ao ano, em decisão unânime entre os nove integrantes que compõem o comitê.

    Os especialistas comentaram sobre a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter a taxa de juros do país inalterada, no intervalo de 5,25% e 5,50%.

    “Apesar de deixar em aberto os próximos passos, o comitê manteve a expectativa para os juros ao fim de 2023 em 5,6%, o que implica em mais uma alta de 25 p.p. entre novembro e dezembro”, avaliam.

    O Inter também avaliou o aumento na projeção para a taxa de juros ao fim de 2024 e 2025. Os especialistas dizem que, para o comitê, “juros elevados por mais tempo serão necessários para garantir a convergência da inflação nos próximos anos”.

    Rafaela e André falaram ainda sobre a revisão na projeção do PIB para 2023 e a redução na taxa de desemprego do país.

    “Isso sugere que o cenário base do Fed não é mais de uma recessão para a economia americana, mas de um possível soft landing. Ainda assim, a projeção para o núcleo da inflação ao fim de 2023 recuou, enquanto a projeção para a inflação cheia avançou, o que sugere que o Fed antecipa um choque inflacionário ainda esse ano, tendo em vista o recente movimento de alta do preço internacional do petróleo”, analisam.

    Para o banco, até a próxima reunião do Fed, em novembro, a economia americana “dará sinais mais claros de desaceleração e que o consenso do FOMC convergirá para a não necessidade de nova alta nos juros”.

    Publicado por Amanda Sampaio, da CNN.