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    Ouro sobe a nova máxima recorde de fechamento, de olho em tensões no Oriente Médio

    Especialistas preevem que o metal pode chegar a US$ 3 mil

    Barras de ouro
    Barras de ouro Banco Central do Brasil via Flickr

    Gabriel Tassi Lara*, do Estadão Conteúdo

    O ouro fechou em alta nesta terça-feira (16) e continuou sua escalada recente, ficando acima de US$ 2.400 por onça-troy no fechamento pela primeira vez. Analistas avaliam que compras da China e da Índia também apoiam os preços, que podem estender o movimento.

    Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho fechou em alta de 1,04%, a US$ 2.407,80 a onça-troy.

    Enquanto os conflitos no Oriente Médio continuam impulsionando uma corrida por ativos de segurança, analistas do Citi preveem que o preço do metal precioso pode chegar a US$ 3 mil nos próximos seis a dezoito meses.

    Em comentário a clientes, o banco americano diz que a escalada recente do ouro foi impulsionada pelo risco geopolítico, pelas importações na China e na Índia e pelo que parece ser uma fuga de moedas tradicionais.

    Carsten Fritch, do Commerzbank, tem uma visão diferente, e indica que a volatilidade recente do ouro e o pequeno suporte acima de US$ 2.400 nos últimos dias pode indicar que a escalada do ouro começou a perder força.

    Investidores seguem acompanhando os desdobramentos da investida iraniana contra Israel neste fim de semana.

    Nesta terça, o presidente do Irã, Ebrahim Raisi, disse que, caso Israel ataque o Irã, o país reagirá de maneira “severa”.

    Enquanto isso, autoridades americanas avaliam que a resposta israelense ao Irã será “limitada” e concentrada em alvos específicos.