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    Ibovespa fecha em alta com bom humor global e debate sobre juros; dólar recua a R$ 4,98

    É a primeira vez que a moeda norte-americana fecha abaixo de R$ 5 desde o dia 18 de abril

    Investidores acompanham o debate no Senado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também participa das discussões
    Investidores acompanham o debate no Senado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também participa das discussões NurPhoto via Getty Images

    Da CNN*

    O Ibovespa voltou ao campo positivo nesta quinta-feira (27), impulsionado pelo bom humor do mercado nos Estados Unidos após divulgação de resultados favoráveis de empresas de tecnologia.

    O principal índice da bolsa brasileira encerrou o dia com alta de 0,6%, aos 102.923 pontos, colocando fim na sequência de três pregões seguidos no vermelho.

    O otimismo nos mercados globais também favoreceu o câmbio ao puxar o dólar para baixo. A moeda norte-americana fechou a sessão com queda de 1,56%, negociada a R$ 4,980 na venda.

    Foi a primeira vez desde 18 de abril que o dólar encerrou a sessão abaixo de R$ 5.

    Localmente, a bolsa foi influenciado pela divulgação do resultado da Vale, na noite desta quarta-feira (26). A companhia reportou queda de 59% no lucro líquido do primeiro trimestre, em meio a preços mais baixos do minério de ferro e demanda menor.

    Segundo Rafael Germano, especialista em renda variável da Blue3 Investimentos, a despeito do resultado decepcionante da mineradora no primeiro trimestre, parte do desempenho já havia sido antecipado nos dados de produção e precificado nos papéis da empresa recentemente.

    “Houve uma expectativa de antemão, ainda que o balanço tenha vindo pior. É importante notar que a companhia tem diversificado sua produção de nível e de cobre, não focando somente em minério”, analisa.

    Além disso, investidores acompanharam o debate no Senado com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também participou das discussões.

    Ao iniciar a sessão, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), ressaltou que a taxa de juros alta prejudica o consumo e o crescimento econômico.

    “Não se deseja o estrangulamento da economia no curto prazo”, disse. “Juros altos são entrave ao desenvolvimento e ao combate à pobreza.”

    Cenário internacional

    Nos EUA, dados do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre surpreenderam os analistas ao virem abaixo das expectativas.  A economia do país desacelerou para uma taxa anualizada e ajustada sazonalmente de 1,1% no primeiro trimestre deste ano, segundo o Departamento de Comércio.

    Contudo, os principais índices de Wall Street abriram em alta nesta quinta-feira, com balanços melhores do que o esperado da Meta (dona do Facebook), Eli Lilly e Comcast.

    Apesar dos dados do PIB e das empresas sugerirem leituras divergentes, Jansen Costa, sócio fundador da Fatorial Investimentos, avalia que os Estados Unidos deverão enfrentar uma leve e rápida recessão. “A questão é saber quando isso acontecerá”, afirmou.

    Segundo ele, será preciso monitorar os resultados corporativos do primeiro trimestre com intuito de observar se de fato as companhias estão lucrando mais e poderão evitar demissões.

    *Publicado por Sofia Kercher e Gabriel Bosa, da CNN. Com informações de Reuters e Agência Estado