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    Mesmo que economia não cresça mais neste ano, PIB avançará 3% em 2023, diz governo

    PIB do Brasil superou expectativas e cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2023, em comparação com o trimestre anterior, divulgou o IBGE nesta sexta-feira (1º)

    Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, citou "trabalho sério" ao comentar o resultado do PIB
    Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, citou "trabalho sério" ao comentar o resultado do PIB José Cruz/Agência Brasil

    Da CNN*

    São Paulo

    O Ministério do Planejamento e Orçamento projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil vai crescer 3% em 2023 mesmo que não haja elevação da atividade no restante do ano. A informação consta em nota técnica divulgada nesta sexta-feira (1º).

    “O forte crescimento no começo deste ano mostra que, mesmo se não houver elevação da atividade para os outros trimestres do segundo semestre de 2023, o PIB brasileiro irá crescer 3,0%, superando a atual projeção de mercado que está em 2,3%”, diz.

    O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, foi um dos primeiros membros do governo a comentar os dados da economia brasileira, e reforçou que o crescimento de 2023 deve ser de 3,1% ainda que o aumento da atividade econômica seja nulo no segundo semestre.

    Em entrevista à imprensa, Durigan afirmou que o resultado do trimestre “refletiu surpresas na demanda do mercado interno, além de dados positivos da indústria.”

    A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, citou “trabalho sério” ao comentar o resultado do PIB. “Não há segredo, é trabalho sério e compromisso com o povo e com o futuro do país”, disse.

    Veja também: Economista sobre PIB: Economia no Brasil deve desacelerar até o fim do ano

    A economia do Brasil cresceu 0,9% no segundo trimestre de 2023, em comparação com o trimestre anterior, de acordo com dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais que traz o Produto Interno Bruto (PIB), divulgados nesta sexta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Em relação ao mesmo período do ano anterior, a economia brasileira cresceu 3,4%.

    O documento do ministério destaca que o crescimento no período “surpreendeu as expectativas”. Destaca-se, sobretudo, a menor retração do setor agropecuário comparativamente ao esperado pelas projeções de mercado; o maior crescimento em Serviços, como reflexo do avanço em Outras atividades de serviço; e a expansão mais forte do que a esperada tanto para o Consumo das famílias como para o Consumo do governo”, diz a nota técnica.

    Segundo o IBGE, a alta no PIB do segundo trimestre é explicada pelo bom desempenho da indústria (0,9%) e dos serviços (0,6%).

    Já a agropecuária foi o único dos três grandes setores da economia a recuar no trimestre (-0,9%). A retração vem após o avanço de 21,0% no primeiro trimestre e se deve, principalmente, à base de comparação elevada, avaliam especialistas.

    A Secretaria diz que os dados de Agro repercutem o fim da colheita recorde da soja e milho na primeira safra em abril. “Vale notar, ainda assim, que o crescimento desse setor seguiu expressivo na comparação interanual, como reflexo da safra recorde de grãos no ano, do aumento na produção de cana-de-açúcar e do crescimento do abate de bovinos e aves”, registra.

    Perspectiva

    A nota técnica do ministério registra que para o próximo trimestre a perspectiva é de redução do ritmo de crescimento, seguida de leve recuperação no último trimestre do ano.

    “As tendências de desaceleração da atividade em Serviços e de retração da Indústria de transformação, já observadas desde meados de 2022 na comparação interanual, devem seguir até o final do ano. Essa dinâmica reflete, pelo lado da demanda, a retração dos investimentos.”

    Para a Secretaria, a expectativa de menor ritmo de crescimento é explicada, principalmente, pelos impactos defasados da política monetária na atividade, pelas condições financeiras que ainda seguem restritivas a despeito do início do ciclo de cortes nos juros, e pelo menor ritmo de crescimento mundial, diz.

    Soma-se a isso a esperada desaceleração na criação de novos postos de trabalho, que tende a reduzir o ritmo de crescimento até o final do ano.

    Do lado positivo, a Secretaria considera o efeito da redução da inflação de alimentos sobre a renda disponível, a redução da inadimplência por causa do programa Desenrola, as melhores condições no mercado de crédito com o início da flexibilização monetária, e a melhora significativa dos índices de confiança de serviços, consumidor e comércio em julho e agosto.

    Também entram no análise do governo as medidas de estímulo ao investimento, que englobam o novo PAC, as melhores condições oferecidas pelo programa Minha Casa Minha Vida, a facilitação da tomada de crédito para atividades de inovação e digitalização; o novo marco de garantias e a desburocratização das emissões de debêntures no mercado de capitais.

    *Com informações de Reuters