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    Não há motivos para preocupação no consumo, diz ministro Fávaro à CNN

    Em entrevista, o ministro da Agricultura e Pecuária afirmou que a pasta está seguindo os protocolos e que as exportações de carne para a China devem ser suspensas

    Basília Rodriguesda CNN

    em Brasília

    Em entrevista exclusiva à CNN, nesta quarta-feira (22), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que não há motivos para preocupação com relação ao consumo de carne bovina no Brasil.

    Declaração ocorre após a pasta ter confirmado o diagnóstico da doença conhecida como “mal da vaca louca” em caso que estava sob investigação. A informação foi apurada pelos analistas da CNN Basília Rodrigues e Fernando Nakagawa.

    “Eu posso garantir, primeiro, à população brasileira que não se preocupe com relação ao consumo de carne bovina. Em hipótese alguma o risco pode estar. Pois também nós já sabemos a origem do caso, onde se instalou. É uma pequena propriedade no município de Marabá, no Pará, que tem uma criação de 60 animais, que nenhum outro animal deste rebanho foi abatido e levado no mercado”, disse Fávaro.

    O ministro da Agricultura disse ainda que o impacto é “ruim”, mas que todos os protocolos estão sendo seguidos com “rigorosamente”. Segundo Fávaro, as exportações de carne bovina brasileira para a China serão interrompidas, como parte do procedimento.

    A suspensão das exportações deve ocorrer a partir desta quinta-feira (23). A informação foi antecipada pelo analista da CNN Caio Junqueira.

    Questionado sobre o prazo que a suspensão deve durar, o ministro disse: “Quero crer, mas aí é uma convicção minha, que antes da visita do presidente Lula à China, no final do mês de março, que ainda está para ser confirmada, nós tenhamos esse caso solucionado”.

    Fávaro afirmou também que o próximo passo é encaminhar a amostra para a Organização Mundial de Saúde Animal, que fica sediada em Alberta, no Canadá.

    A partir daí, pesquisadores poderão determinar a tipologia do caso. E, por fim, o governo informará o mercado dos resultados. Segundo o ministro, os processos para transporte e detecção podem levar até cinco dias para serem concluídos.

    Veja a entrevista completa no vídeo acima.