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    Empresas precisam abraçar a inteligência artificial, diz CEO da Qualcomm

    Na Brazil at Silicon Valley, Cristiano Amon destaca que na corrida pela tecnologia ainda não há vencedores nem perdedores

    Cristiano Amon, CEO da Qualcomm
    Cristiano Amon, CEO da Qualcomm Divulgação

    Larissa Coelhoda CNN Sunnyvale, Califórnia

    Na corrida pelo desenvolvimento de produtos com inteligência artificial (IA), ainda não há vencedores nem perdedores. A afirmação é do presidente e CEO da Qualcomm, Cristiano Amon.

    O uso da IA no mundo corporativo foi justamente o tema da 6ª edição do Brazil at Silicon Valley (BSV), evento organizado por estudantes brasileiros das universidades de Stanford e Berkeley, nos EUA. O tema desta edição da conferência é “Inteligência Artificial e seu impacto tangível em oportunidades de negócios”.

    Falando ao BSV, na Califórnia, Amon destacou a importância das empresas encontrarem uma maneira de aproveitar e abraçar a inteligência artificial internamente.

    Apesar do nome da empresa não ser popular entre os usuários, a Qualcomm é uma das maiores e principais companhias de tecnologia do mundo. Ela produz chips de modem, usados em smartphones para conectar os aparelhos às redes de dados de telefonia móvel.

    Praticamente todos os celulares com capacidade para 3G, 4G ou 5G usam tecnologia da Qualcomm.

    A maior parte dos ganhos da empresa vem do licenciamento de tecnologia patenteada que permite que os celulares se conectem às torres de telefonia móvel.

    Cristiano Amon diz que o surgimento do 4G fez com que a Qualcomm deixasse de ser uma companhia de comunicação, para se tornar uma empresa de computação.

    Atualmente, a aposta é trazer a “revolução móvel” para outros equipamentos eletrônicos. “Nossa nova missão é: computação inteligente em todos os lugares”, diz Amon.

    O executivo cita os carros como exemplo dessa expansão. Segundo ele, a Qualcomm trabalha hoje com todas as marcas fabricantes. Todas, menos a Ferrari.

    “Os veículos hoje têm telas e computação, estão se transformando em computadores sobre rodas”.

    Apesar da tecnologia ainda estar nos estágios iniciais, Amon avalia que ela poderá ser essencial não só para usos pessoais, mas também para setores importantes da economia como o de energia.

    *A jornalista viajou a convite da Brazil at Silicon Valley.