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    Para 2022, setor de franquias espera alta de 7% em unidades e de 5% em empregos

    Segundo Associação Brasileira de Franchising (ABF), faturamento cresceu 12,9% no primeiro semestre e deve ultrapassar R$ 207 bilhões até o fim do ano

    Lucas Janoneda CNN

    no Rio de Janeiro

    O mercado de franquias espera fechar o ano de 2022 com um crescimento de 7% no número de unidades no país, em relação ao ano passado, trazendo como consequência uma alta de 5% dos empregos gerados. Essa é a expectativa da Associação Brasileira de Franchising (ABF), que prevê R$ 207 bilhões em faturamento, 12% a mais do que em 2021.

    A expectativa positiva é impulsionada pelo resultado do primeiro semestre deste ano, quando o faturamento cresceu 12,9% na comparação com o mesmo período de 2021. Na prática, saltou de R$ 81 bilhões para R$ 91,4 bilhões.

    Em comparação com os primeiros seis meses de 2020, início da pandemia de Covid-19, o crescimento neste ano é ainda maior: 17%.

    “O setor de franquias no Brasil tem demonstrado sua força, sua capacidade de reagir e superar os grandes desafios que foram colocados pela Covid-19, e os números reforçam que o franchising está mantendo sua trajetória de crescimento e está preparado para crescer ainda mais em um cenário de melhora do ambiente econômico do país”, afirma André Friedheim, presidente da ABF.

    A projeção da entidade é chegar ao fim de 2022 com 181.900 unidades, 3.026 marcas e 1.453.852 profissionais empregados.

    Uma pesquisa da ABF mostra que o aumento das operações está avançando para fora do eixo Rio-São Paulo. Manaus, capital do Amazonas, por exemplo, lidera o crescimento em número de franquias no primeiro semestre deste ano (35,1%), seguida por Cuiabá (31,7%), capital de Mato Grosso, Belo Horizonte (30,9%), capital de Minas Gerais, e São José do Rio Preto (30,6%), no interior de São Paulo.

    “Com a pandemia, as franquias que mais avançaram na digitalização e/ou que lançaram novos modelos de negócios, novas propostas de serviços, exploraram novos nichos, com a estabilização, aceleraram sua expansão, o que refletiu no crescimento do número de operações nessas cidades. A tendência é que a capilaridade avance ainda mais e a interiorização das franquias se intensifique nos próximos anos”, diz Friedheim.

    Atualmente, a cidade de São Paulo registra o maior número de franquias em funcionamento: quase 20 mil. Em segundo lugar aparece o Rio de Janeiro, com pouco menos de 10 mil de empreendimentos. Logo abaixo Brasília e Belo Horizonte com cerca de 3,4 mil.

    Entre os principais segmentos, o de saúde, beleza e bem-estar foi o que mais cresceu no primeiro semestre: 16,9%. As lojas de alimentação e foodservice aparecem em segundo lugar, com 16%. Já estabelecimentos voltados para hotelaria e turismo estão na terceira posição, com 15,9%.

    O número de vagas no mercado de franquias também foi influenciado pelo avanço do setor no primeiro semestre de 2022. De acordo com a ABF, a geração de emprego neste período registrou alta de 12,5%, em comparação com os primeiros seis meses de 2021, passando de 1,2 milhão para 1,4 milhão.

    Segundo a educadora financeira e especialista no setor de franquias Aline Soaper, a pandemia de Covid-19 teve parcela importante no crescimento do número de franqueados no país.

    “Um dos fatores que favoreceu o crescimento da busca por franquias foi a saída de muitas pessoas das empresas no pré e no pós-pandemia. Muitas pessoas que vivenciaram a flexibilidade do home office, decidiram pedir demissão para empreender ou aproveitaram que foram desligadas das empresas para iniciar seu próprio negócio.

    Com a possibilidade de adquirir franquias com preços mais acessíveis, essa se tornou uma oportunidade para muitas pessoas”, destacou Aline Soaper.