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    Petróleo fecha em queda, com dólar e Opep+ no radar

    Brent registrou, nesta sexta-feira (30), um recuo de 2,34%, cotado a US$ 85,14 o barril

    Óleo chegou a subir durante a madrugada, mas depois virou para baixo, em meio à valorização do dólar
    Óleo chegou a subir durante a madrugada, mas depois virou para baixo, em meio à valorização do dólar REUTERS

    Letícia Simionato, do Estadão Conteúdo

    Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (30). Investidores seguem na expectativa pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), na próxima quarta-feira (5). Os principais integrantes do cartel vão iniciar discussões sobre um possível corte na produção de óleo, de acordo com a Reuters.

    O petróleo WTI para novembro fechou em baixa de 2,14% (US$ 1,74), em US$ 79,49 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), com alta semanal de 0,95%. Já o Brent para dezembro recuou 2,34% (US$ 2,04), a US$ 85,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE) e perdeu 1,17% na semana.

    O óleo chegou a subir durante a madrugada, mas depois virou para baixo, em meio à valorização do dólar – movimento que arrefeceu depois. De acordo com o economista da Oanda Edward Moya, as perspectivas de demanda de petróleo não estão recebendo nenhum favor de dados econômicos ou relatórios corporativos.

    Além disso, ele ressalta que a Opep+ terá um trabalho fácil na próxima semana, “mas os preços do petróleo não subirão até que os comerciantes de energia estejam confiantes de que uma redução agressiva da produção em cerca de 1 milhão de bpd será entregue”, analisa.

    Para a Capital Economics, a Opep+ está preocupada com a queda dos preços desde sua última reunião e com o enfraquecimento da demanda, já que a economia global parece prestes a entrar em recessão.

    “No entanto, muitos membros da Opep+ estão produzindo muito menos petróleo do que suas cotas. Como resultado, o impacto real no fornecimento será marcadamente menor do que o corte principal da cota do grupo”, explica a consultoria.