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    Pix atinge quase 250 milhões de transações em 48 horas, novo recorde, diz BC

    Autoridade monetária contabilizou 124,7 milhões de transações em 24 horas por dois dias consecutivos

    Samantha Kleinda CNN

    Brasília

    O Banco Central (BC) registrou novos recordes de transações financeiras via Pix nesta semana. Na terça (6) e quarta-feira (7), foram registradas mais de 124,7 milhões de operações. Nos dois dias, foram quase 250 milhões de transações do tipo registradas pelo sistema financeiro e contabilizadas pela autoridade monetária.

    Segundo o BC, o último recorde foi registrado no dia 5 de maio, com 124,3 milhões de transações. A autarquia observa que os últimos meses têm registrado o crescimento da participação da modalidade instantânea de pagamentos entre pessoas físicas para comerciantes, representando quase 30% dos Pix realizados no mês de maio.

     

    Desde o seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix teve ampla adoção como meio de transferência digital, principalmente entre pessoas físicas. Vem crescendo também, conforme o Banco Central, a utilização como meio de pagamento por empresas, administração pública e empreendedores formais e informais.

    Segundo o relatório de Economia Bancária do BC, em 2022, 51% das transações Pix foram feitas por pessoas jurídicas, sendo 30% feitas por empreendedores informais, com tíquete médio de R$ 124.

    Segundo a pesquisa Prime Time for Real-Time Report, divulgada em março, o Brasil foi o segundo país do mundo que mais utilizou meios de pagamentos instantâneos em 2022, ficando atrás da Índia. No ano passado, o Pix ultrapassou a marca de 24,1 bilhões de transações no país.

    Para aprimorar a segurança da ferramenta, o Banco Central anunciou medidas que entram em vigor no mês de novembro. O BC disponibilizará campos específicos nas notificações de fraude para que sejam especificados os tipos de crime, como falsidade ideológica ou “conta laranja” e a razão da notificação, como golpe, estelionato, invasão de conta e coação.

    Outra mudança anunciada é a ampliação do conjunto de dados de segurança do Pix, disponibilizados para a consulta das instituições participantes. As informações devem ser usadas para as análises antifraudes das transações.

    O Pix possui mais de 149 milhões de usuários e 613,7 milhões de chaves cadastradas no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT) do Banco Central.