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    Plano Safra: nos quatro primeiros meses, desembolso de crédito rural chegou a R$ 186 bilhões

    Valor corresponde a 43% do programado pela iniciativa do governo para ano agrícola de 2023 a 2024

    Paulo Whitaker/Reuters

    Brenda Silvada CNN

    em Brasília

    Durante os quatro primeiros meses do Plano Safra 2023/2024, foram aplicados R$ 186 bilhões em crédito para agricultura familiar e empresarial no Brasil. O valor corresponde a 43% do programado para o atual ano agrícola pelo governo, que é de R$ 435,8 bilhões.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo secretário-adjunto substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Wilson Vaz.

    Segundo a pasta, houve um aumento de 14% em relação ao mesmo período da safra passada, que corresponde aos meses de julho a outubro de 2022. Já a aplicação de crédito na agricultura empresarial foi de R$ 160,3 bilhões, uma alta de 18% em relação ao ano passado.

    Um dos indicativos desse aumento, segundo o secretário, é a liberação de crédito por mais instituições financeiras.

    Wilson Vaz explicou que o número de bancos participantes no programa aumentou consideravelmente nos últimos anos e, atualmente, 21 agentes financeiros atuam com o governo. “Esse movimento é uma demanda do setor, uma demanda de competição”, afirmou.

    Por meio do Plano Safra 2023/2024, 832 mil contratos de empréstimos já foram realizados. Desse total, 602 mil foram no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e 101 mil no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Já os outros produtores realizaram 128 mil contratos de financiamentos com instituições financeiras.

    Entre as utilizações do dinheiro disponibilizado, R$ 110 bilhões foram empregados no custeio da produção. A pasta também informou que as concessões de linhas de investimentos caíram em 20% na agricultura familiar, e em 22% na empresarial, em comparação com o mesmo período do último ano.

    Apesar disso, aplicações em operações de comercialização e industrialização aumentaram para todos os níveis de produtores. “Por que cresceu? Porque essa modalidade de funcionamento é muito vinculada ao nível de preço de mercado. Quanto mais reduzido o preço de mercado, maior é a demanda”, explicou Wilson Vaz.

    “É um desempenho excepcional em relação aos outros anos, um sinal de que a agricultura brasileira a cada ano tem crescimento robusto, num ano inclusive que tem algumas expectativas em relação ao clima”, finalizou o secretário.

    Crédito rural em dólar

    O Ministério da Agricultura também divulgou dados do programa de crédito rural para financiamento em dólar, anunciado em abril pela pasta em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    Até o momento, a linha dolarizada já financiou R$ 2,7 milhões com 1.778 contratos. A maior parte desse valor foi utilizado para a compra de máquinas e equipamentos.

    A linha rural com BNDES disponibilizou inicialmente R$ 2 bilhões, com uma taxa de juros de 7,59% ao ano, mais a variação cambial.

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