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    Programa Combustível do Futuro tem mérito, mas há pontos de atraso, diz especialista

    À CNN Rádio, Roberto Kishinami ressaltou que a descarbonização é urgente

    Texto do PL traz um conjunto de iniciativas para promover a mobilidade sustentável de baixo carbono, como a mistura de até 30% do etanol anidro à gasolina
    Texto do PL traz um conjunto de iniciativas para promover a mobilidade sustentável de baixo carbono, como a mistura de até 30% do etanol anidro à gasolina Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Amanda Garciada CNN

    O projeto de lei do Programa Combustível do Futuro – anunciado na quinta-feira (14) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – tem mérito, mas já nasce com pontos deficitários.

    A avaliação é do coordenador de energia do Instituto Clima e Sociedade Roberto Kishinami.

    O texto traz um conjunto de iniciativas para promover a mobilidade sustentável de baixo carbono, como a mistura de até 30% do etanol anidro à gasolina.

    À CNN Rádio, Kishinami afirmou que o problema das mudanças do clima global é urgente e, para revertê-lo, é necessário “reduzir emissões de gás carbônico para a atmosfera.”

    “Isso significa substituir o diesel, gasolina, gás natural e carvão”, completou.

    Diante disso, o especialista vê o conjunto apresentado no PL como “importante para reconhecer este momento, de que devemos trabalhar isso, este é o maior mérito.”

    Por outro lado, Kishinami aponta que o problema do texto é que há elementos nele que “não são do futuro.”

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    “A maior parte dos pontos diz respeito a coisas que já praticamos e precisamos superar, é o caso de aumentar a mistura do etanol”, disse.

    Isso porque “continuaremos tendo 70% de gasolina.”

    Outro exemplo é que “não há nenhuma referência ao processo de eletrificação da mobilidade, é algo que precisaria ser discutido no Congresso”.

    *Com produção de Isabel Campos