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    Relator da Reforma Tributária na Câmara articula com Pacheco apoio de senadores

    Atualmente, entre senadores mais identificados com o texto há muitos bolsonaristas, o que é visto como um ponto de atenção pelos apoiadores do governo Lula

    Plenário do Senado Federal, em Brasília
    Plenário do Senado Federal, em Brasília Geraldo Magela/Agência Senado

    Basília RodriguesGustavo Uribeda CNN

    Brasília

    O relator da Reforma Tributária no grupo de trabalho da Câmara, deputado federal Aguinaldo Ribeiro, sugeriu ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que um grupo de senadores acompanhe a discussão do texto ainda na Câmara para facilitar a aprovação da proposta.

    Aguinaldo, envolvido há anos com o tema, é um dos principais negociadores da reforma no Congresso, especialmente em uma legislatura em que vários senadores experientes, conhecedores da matéria, não estão mais no Senado.

    São os casos de José Serra, Roberto Rocha e dos agora ministros de governo Simone Tebet e Alexandre Silveira. Atualmente, entre senadores mais identificados com o texto há muitos bolsonaristas, o que é visto como um ponto de atenção pelos apoiadores do governo Lula.

    No fim de semana, o deputado conversou com Pacheco e defendeu a criação de um grupo de senadores interessados no acompanhamento da Reforma Tributária antes mesmo do texto sair da Câmara e ir para o Senado. Procedimento semelhante foi adotado durante a votação da Reforma da Previdência, em 2019. A ideia é que os detalhes do texto sejam conhecidos pelo time de senadores antes da aprovação no plenário da Câmara.

    A interlocutores, Ribeiro tem repetido que o ideal é que os deputados aprovem a Reforma até o fim deste semestre e os senadores deem a palavra final até outubro deste ano. Com isso, a votação de toda reforma estaria concluída ainda em 2023. Depois disso, começaria a fase de transição, que, segundo estimativas dos formuladores do texto, é escalonada e de, no mínimo, 2 anos.