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    Relatório da IFI aponta espaço para corte de juros em agosto

    Documento cita melhora da inflação, moderação do crescimento da atividade econômica e desaceleração no mercado de trabalho como fatores para corte na Selic

    Apesar do indicativo, o relatório afirma que ainda há dúvida sobre a magnitude do corte a ser feito na Selic
    Apesar do indicativo, o relatório afirma que ainda há dúvida sobre a magnitude do corte a ser feito na Selic Shutterstock

    Elis Barretoda CNN

    em Brasília

    A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal indica que há espaço para corte na taxa Selic em agosto, segundo o relatório de rio de Acompanhamento Fiscal do mês de julho. A taxa básica de juros da economia brasileira atualmente está em 13,75% ao ano, e segundo a projeção da IFI, a Selic deve encerrar o ano em 12%.

    No documento, a IFI aponta que a “melhora da inflação corrente, a moderação do crescimento da atividade econômica após um primeiro trimestre forte liderado pelo aumento da produção agrícola, e os sinais de desaceleração no mercado de trabalho indicam haver espaço para que a taxa básica de juros da economia entre em um ciclo de flexibilização a partir de agosto”.

    Outro ponto citado pela Instituição é distância entre a taxa de juro real e a taxa de juros neutra, o que evidencia, segundo a IFI, “uma postura ainda muito restritiva da política monetária para a inflação”.

    Apesar do indicativo, o relatório afirma que ainda há dúvida sobre a magnitude do corte a ser feito na Selic, principalmente por conta da “resiliência da inflação de serviços e da estabilidade das expectativas para o IPCA de 2025 e 2026, por ora, no patamar de 3,5%”.

    Projeções da IFI

    O relatório traz ainda projeções para os principais indicadores macroeconômicos, como o PIB, que está projetado em 2,28% para 2023, e 1,22% para 2024. Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a IFI projeta que o indicador feche 2023 em 5,2%, uma redução frente aos 5,52% previstos no relatório de junho. A entidade prevê ainda que cambio deve ser de R$ 5,02 no acumulado do ano.

    Para os indicadores fiscais, a projeção é que o resultado primário seja de déficit de 1,2% do PIB. Já a DBGG (Divida Bruta do Governo Geral) deve apresentar elevação em relação a 2022, e encerrar este ano em 76,40% do PIB.