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    Risco para empresas com ataques cibernéticos supera o de pandemia, diz pesquisa

    Desastres naturais e mudanças climáticas ganharam posições no Barômetro de Riscos de 2022

    Entre os entrevistados, 44% apontaram os ataques cibernéticos como o maior risco às empresas
    Entre os entrevistados, 44% apontaram os ataques cibernéticos como o maior risco às empresas Kacper Pempel/Reuters

    João Pedro Malardo CNN Brasil Business

    em São Paulo

    Os ataques cibernéticos encabeçam a lista dos maiores riscos para empresa em 2022 pela segunda vez na história, superando os riscos ligados à pandemia de Covid-19 e às interrupções em cadeias de suprimento.

    A conclusão foi divulgada nesta terça-feira (18) pelo Barômetro de Riscos de 2022, levantamento feito pela Allianz com 2.650 especialistas em todo o mundo.

    Entre os entrevistados, 44% apontaram os ataques cibernéticos como o maior risco às empresas, seguido por lucros cessantes (42%) – área que engloba as interrupções em cadeias de suprimento e que liderou o ranking em 2021 – e por catástrofes naturais (25%), que ficaram em sexto lugar no ano passado.

    Os riscos ligados à pandemia de Covid-19 tinham ficado em segundo lugar em 2021, mas agora, com o avanço da vacinação e as empresas sentindo que conseguem se adaptar bem à pandemia atualmente, ocupam o quarto lugar, com 22% das menções.

    Outro risco que ganhou espaço foi o ligado a mudanças climáticas (17%), que passou da nona posição para a sexta. Mudanças na legislação e regulações mantiveram o quinto lugar (19%), assim como os riscos com incêndios e explosões (17%).

    Fechando os dez maiores riscos na visão de especialistas estão acontecimentos no mercado (15% e oitavo lugar ante quarto em 2021), falta de mão de obra qualificada (13%, nono lugar após ser o 13º em 2021) e acontecimentos macroeconômicos (11%, 10º lugar ante oitavo em 2021).

    Especificamente no caso brasileiro, os riscos cibernéticos ficaram em primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo, sendo considerados a maior ameaça para os negócios por 64% dos respondentes. Em segundo lugar estão as catástrofes naturais (30%), e em terceiro, a interrupção de negócios (29%).

    Também nas mais citadas estão risco de fogo e explosão (26%), desenvolvimento macroeconômico (17%) e a pandemia (14%), que saiu do terceiro lugar em 2021 para o sexto.

    Para a Allianz, a liderança dos riscos cibernéticos está ligada ao aumento dos ataques de ransomware direcionados a empresas, considerados a maior ameaça no tema. Vazamentos de dados e interrupções de TI também são preocupações na área.

    Já o avanço de catástrofes naturais e mudanças climáticas no ranking sugere uma “relação entre essas tendências”.

    “Os últimos anos mostraram que a frequência e a gravidade dos eventos climáticos estão aumentando devido ao aquecimento global. Em 2021, as perdas globais por catástrofes seguradas foram bem superiores a US$ 100 bilhões – o quarto ano mais alto já registrado”, afirma a seguradora.