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    Roubo de criptomoedas por ciberataques em 2022 soma US$ 1,9 bi, diz relatório

    Aumento de ataques ocorre mesmo quando o valor de muitas criptomoedas despencou no primeiro semestre deste ano

    Alguns dos maiores ataques de criptomoedas de 2022 foram em protocolos DeFi
    Alguns dos maiores ataques de criptomoedas de 2022 foram em protocolos DeFi Foto: Divulgação/Pixabay

    Jennifer Korndo CNN Business

    Um impressionante valor de US$ 1,9 bilhão em criptomoedas foi roubado em ciberataques de vários serviços nos primeiros sete meses deste ano, marcando um aumento de 60% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O dado faz parte de um relatório divulgado na terça-feira (16), produzido empresa de análise de blockchain Chainalysis.

    O aumento ocorre mesmo quando o valor de muitas criptomoedas despencou no primeiro semestre deste ano. O relatório atribuiu grande parte do aumento a invasões em protocolos de finanças descentralizadas (DeFi).

    O termo refere-se a serviços que tentam substituir instituições financeiras tradicionais por software que permite aos usuários realizar transações diretamente entre si por meio do blockchain, o livro digital que sustenta as criptomoedas.

    Alguns dos maiores ataques de criptomoedas de 2022 foram em protocolos DeFi, incluindo o roubo de US$ 625 milhões da rede Ronin do videogame Axie Infinity em março. Alguns desses golpes, incluindo o incidente Axie, já foram atribuídos a hackers associados à Coreia do Norte.

    Estima-se que US$ 1 bilhão foi roubado dos protocolos DeFi por hackers afiliados à Coreia do Norte até agora este ano, de acordo com o relatório Chainalysis.

    Acredita-se que esses roubos sejam parte de uma estratégia mais ampla para ajudar a gerar receita para o regime norte-coreano, já que ele foi em grande parte isolado do mundo.

    As transações DeFi, baseadas principalmente na tecnologia blockchain Ethereum, explodiram rapidamente em popularidade nos últimos dois anos.

    Esses protocolos são “exclusivamente vulneráveis ​​a hackers” graças ao seu código-fonte aberto, grandes conjuntos de ativos e rápido crescimento que pode ter levado a um lapso nas melhores práticas de segurança, de acordo com a Elliptic, uma empresa de análise de blockchain.

    “A tecnologia é relativamente imatura, em geral. Esse espaço realmente surgiu apenas nos últimos dois anos”, disse Tom Robinson, cientista-chefe da Elliptic, ao CNN Business. “Erros estão sendo cometidos, erros estão sendo aprendidos, mas sempre há bugs no software. Acho que o problema aqui é que o software é a única coisa que protege esses ativos.”

    Chainalysis alerta que o aumento nos roubos de criptomoedas não mostra sinais de diminuição, apesar da queda no mercado de criptomoedas.

    “Enquanto os ativos criptográficos mantidos em pools de protocolos DeFi e outros serviços tiverem valor e forem vulneráveis, os maus atores tentarão roubá-los”, segundo o relatório.

    A empresa aponta para dois recentes ciberataques DeFi em larga escala, incluindo os US$ 190 milhões supostamente roubados do provedor de ponte de criptomoedas Nomad, que ocorreram após o ponto de corte de dados para o levantamento.

    Mas pode haver pelo menos um lado positivo no relatório: a quantidade de dinheiro perdida em fraudes de criptomoedas, como o esquema Ponzi de US$ 2 bilhões, realizado pelo fundador da BitConnect, Satish Kumbhani, foi 65% menor do que no ano anterior.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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