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    Veja os fundos imobiliários recomendados por especialistas para investir em junho

    Expectativa da aprovação do texto do marco fiscal no senado e desaceleração da inflação influenciam decisões dos analistas

    Indicação de que os juros podem começar a cair tem surtido efeitos positivos
    Indicação de que os juros podem começar a cair tem surtido efeitos positivos tawatchai07/Freepik

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    O mercado está de olho nas movimentações da política econômica no Brasil. A Câmara dos Deputados aprovou no dia 24 de maio o texto-base do novo marco fiscal, incluindo algumas alterações que reforçam os mecanismos de controle e punição em caso de descumprimento das novas regras.

    Agora, as atenções se voltam para o Senado Federal, para onde o texto foi enviado. Será discutido e votado posteriormente com possibilidade de alterações no projeto.

    A inflação também surpreendeu os analistas. Anunciado nesta quarta-feira (7), o índice desacelerou para 0,23% em maio, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril o IPCA marcou alta de 0,61%, desacelerando em relação ao 0,71% de março. Em maio de 2022, a variação da inflação havia sido de 0,47%.

    Relatórios de corretoras enfatizam que esta melhora na composição do indicador demonstra que a política monetária adotada pelo Banco Central tem surtido efeitos positivos. Diante disso, o mercado passou a precificar de maneira mais incisiva, cortes na Selic ao longo de 2023.

    Diante deste cenário, a CNN analisou a carteira de sete bancos e corretoras do Brasil e elencou os 10 fundos imobiliários mais recomendados por eles, no intuito de oferecer segurança e um caráter mais defensivo para o investidor em junho.

    Para este mês, CSHG Real Estate lidera o ranking com 5 indicações. Em seguida vem Vinci Logística, RBR Rendimento High Grade, CSHG Recebíveis Imobiliários e BTG Pactual Logística, todos com 4 indicações. Confira abaixa as outras recomendações:

    Destaques

    CSHG Real Estate

    Ação: (HGRE11)

    Comentário: Inter

    HGRE11 investe em imóveis do tipo laje corporativa, sobretudo localizados na cidade de São Paulo. Com patrimônio líquido de R$ 1,9 bilhão, o fundo possui uma carteira bastante diversificada, com participação em 19 imóveis e ABL total de 202,4 mil m2.

    A carteira é composta por empreendimentos monousuários, lajes e torres corporativas, com prazo médio dos contratos de 5,1 anos e mais de 80% da carteira com vencimento a partir de 2026.

    “Mesmo com a manutenção dos fundamentos, o fundo continua com elevado desconto frente seu valor patrimonial. Com isso, reiteramos os múltiplos bastante atrativos do veículo vis-à-vis a elevada qualidade do seu portfólio”.

    Vinci Logística

    Ação: (VILG11)

    Comentário: Genial Investimentos

    O Vinci Logística FII é um fundo que tem por objetivo obter renda e ganho de capital através da exploração de empreendimentos imobiliários focados em operações no segmento de logística.

    Atualmente, o fundo possui exposição nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com ativos localizados em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

    “A nossa sugestão para o VILG11 é pautada pelos seguintes fatores: (i) portfólio diversificado em diversas regiões do país, com maior exposição ao distrito de Extrema (MG); (ii) carteira de locatários pulverizada, mas com grande exposição ao segmento de e-commerce; (iii) exposição a contratos típicos que, associados à maior demanda por galpões, podem auxiliar na elevação dos aluguéis do fundo no médio prazo; e (iv) excelente liquidez no mercado secundário.”

    RBR Rendimento High Grade

    Ação: (RBRR11)

    Comentário: BB Investimentos

    O RBRR11 tem por objeto auferir rendimentos e ganhos de capital na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (“CRI”). Ao término do último mês, o Fundo encontrava-se com os seguintes percentuais de alocação de acordo com a estratégia:

    Core (93%): CRIs High Grade com rating RBR mínimo A (preferencialmente, originações e estruturações próprias), e operações restritas a investidores profissionais;

    Tática (13%): CRIs com potencial de ganho de capital no curto/médio prazo, FIIs de CRIs com estratégia complementar a da RBR ou que possuam desconto significativo em relação à cota patrimonial;

    Caixa (3%): Recursos aguardando novas oportunidades de alocação.

    No último mês, o Fundo distribuiu R$ 1,00 por cota como rendimento referente ao mês de abril/2023. Esse rendimento equivale a um dividend yield de 1,12% ao mês (ou quase 14% em termos anualizados).

    Por ter uma carteira CRIs mais indexada à inflação, o patamar de dividendos do RBRR11 vem em trajetória de recuperação desde o período de deflação verificado no segundo semestre do ano passado, o que tende a se refletir na recuperação da cota, e que atualmente vem sendo negociada com um desconto expressivo em relação à cota patrimonial (P/VP de 0,95x).

    No último mês, o RBRR11 apresentou uma valorização de 2,77%. Com essa perspectiva de recuperação no curto prazo e considerando o baixo risco da carteira, entendemos que o fundo apresenta uma excelente relação risco x retorno.