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    Volatilidade nas commodities reduziu expansão econômica de países, aponta FMI

    Instituição diz também que política monetária deve continuar concentrada em reduzir inflação

    Logo do FMI em sua sede, em Washington, EUA
    Logo do FMI em sua sede, em Washington, EUA Reuters/Yuri Gripas

    Laís Adriana, do Estadão Conteúdo

    O aumento nos preços de commodities de energia e alimentos desde o início da pandemia trouxe volatilidade ao mercado – ampliando oscilação da inflação e reduzindo o crescimento da economia em diversos países – e seus efeitos podem permanecer nos próximos anos. A análise foi realizada em um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), preparado para o G20 e divulgado nesta terça-feira (28).

    Segundo a instituição, mesmo apresentando algum declínio, os preços das commodities continuam historicamente altos. Além disso, riscos de novos gargalos ainda existem, intensificados pelo crescimento da fragmentação geoeconômica e pela crise climática.

    O FMI avalia que a volatilidade nesses mercados pode pesar especialmente sobre países exportadores, cujas finanças serão impactadas, afetando o investimento público. As flutuações nos preços de commodities também adicionariam flutuações na inflação doméstica a médio prazo, aponta o relatório.

    Para lidar com os desafios impostos pela volatilidade, a política monetária deve continuar concentrada em reduzir a inflação, analisa o FMI. “Não apertar o suficiente, ou reduzir o curso muito cedo, aumenta o risco de ajustes mais custosos no futuro caso a inflação não diminua de forma sustentada. Ao mesmo tempo, bancos centrais devem estar prontos para agir caso surjam estresses financeiros devido aos juros elevados”, alerta.

    O relatório ainda destaca que a política fiscal deve se tornar gradualmente restritiva, por exemplo, eliminando ou substituindo medidas direcionadas para apoiar famílias vulneráveis impactadas por preços elevados das commodities.

    “Estas ações ajudariam a evitar distorções que impediriam ou retardariam os ajustes aos preços mais altos da energia. Além disso, preservariam os incentivos para o desenvolvimento de fontes alternativas de energia verde e apoiariam a sustentabilidade fiscal”, avalia o FMI.

    A instituição também argumenta a necessidade de esforços multilaterais para endereçar insegurança energética e alimentar, considerando de importância “vital” manter canais abertos no comércio internacional.