Eva Wilma viveu gêmeas Ruth e Raquel antes de Glória Pires; relembre personagens

Em mais de 60 anos de carreira, atriz brilhou em novelas que estão há décadas na memória dos brasileiros

Eva Wilma como a Ruth da primeira versão de 'Mulheres de Areia', com Tonho da Lua (Gianfresco Guarnieri)
Eva Wilma como a Ruth da primeira versão de 'Mulheres de Areia', com Tonho da Lua (Gianfresco Guarnieri) Foto: Reprodução

Marcio Tumen Pinheiro, da CNN, em São Paulo

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A tecnologia era bem inferior a dos anos 90, mas Eva Wilma brilhou na TV (em preto e branco), 1973, na pele de uma das gêmeas mais conhecidas da telenovela brasileira. 

A atriz, que morreu na noite deste sábado (15), aos 87 anos, foi a primeira a dar vida a Ruth e Raquel em “Mulheres de Areia”, na extinta TV Tupi – antes do remake de 1993, na TV Globo, estrelado por Glória Pires.

Antes, na mesma TV Tupi, Eva Wilma fez muito sucesso com a série “Alô Doçura”, em que contracenava com o então namorado, o ator John Herbert, morto em 2011. Outro grande sucesso foi “Meu Pé de Laranja Lima”, da mesma autora de “Mulheres de Areia”, Ivani Ribeiro. 

Mais uma obra-prima da novelista eternizada até hoje foi “A Viagem”, uma das telenovelas mais reprisadas no Brasil. A versão original, da TV Tupi, foi estrelada por Eva Wilma, em 1975, quando viveu a ciumenta Dinah, papel de Chistiane Torloni no remake de 1994. 

Eva Wilma
Eva Wilma, sentada na cama, em cena como a Dinah de ‘A Viagem’, em cena com Carmem Silva e Rolando Boldrin
Foto: Reprodução

A estreia de Eva Wilma na TV Globo foi em “Plumas e Paetês” (1980), de Cassiano Gabus Mendes e Silvio de Abreu. A atriz brilhou ainda como Márcia Pereira, de “Elas por Elas” (1982), e nas cenas cômicas de “Sassaricando” (1987). Em “Roda de Fogo” (1986) viveu uma ex-guerrilheira, Maura Garcez, que foi vítima de tortura durante o ditadura militar.

Na década seguinte, o bordão “Hilda, milha filha” ficou famoso na boca de Lima Duarte, em “Pedra sobre Pedra” (1992), onde Eva Wilma interpretava a mulher dele, Hilda Pontes. 

Em 1997, os bordões eram outros, e não menos reconhecidos: “Oxente, my God!” e “Tudo all right” eram usadas pela malvada Altiva, em “A Indomada” (1997). Também atuou na primeira fase de outro grande sucesso, “Rei do Gado” (1996), de Benedito Ruy Barbosa, e conquistou novo reconhecimento do público com o papel de dra. Martha, no seriado “Mulher” (1998-1999).

Em anos mais recentes, a dama do teatro e da TV viveu Maria, na minissérie “O Quinto dos Infernos” (2002); a alcoólatra Fábia, na série “Verdades Secretas” (2015); e Íris, em “Fina Estampa” (2011). Seu último papel na televisão foi uma participação na novela “O Tempo Não Para” de Mario Teixeira, em 2018.

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