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    Cachorro “salva” tutora com síndrome rara e viraliza; conheça outros tipos de cães de serviço

    Treinado para sentir pelo faro a alteração da frequência cardíaca de sua tutora, cachorro ajuda dona a tomar remédios e se manter acordada

    Katie e Bailey, seu cão de serviço
    Katie e Bailey, seu cão de serviço Reprodução/Instagram

    Brenda Mendescolaboração para a CNN

    Recentemente, um vídeo de um cachorro “salvando” sua tutora viralizou e comoveu a web. Na ocasião, o cão percebeu que sua dona estava passando mal e agiu de forma rápida para auxiliá-la.

    Katie é uma norte-americana que sofre de uma doença rara chamada Síndrome da Taquicardia Postural Ortostática, que é caracterizada por um aumento da frequência cardíaca quando a pessoa fica em pé e pode causar tonturas e desmaios.

    Bailey, seu cão de serviço, é treinado para perceber quando a frequência cardíaca de Katie se altera pelo faro. No vídeo, ele fez Katie se sentar rapidamente e pegou o remédio e uma garrafa de água na geladeira, antes que algo pudesse acontecer.

    Em um perfil do Tiktok, Katie compartilha sua rotina diária com Bailey, que a acompanha em todos os lugares. O vídeo atingiu mais de 24 milhões de visualizações. Assim como Bailey ajuda sua dona sendo um cão de serviço, muitos outros cachorros são treinados para auxiliar pessoas com doenças ou com algum tipo de deficiência.

    @serviceaussiebailey

    Often times #POTS hits you in the most random moments. Which is why Bailey is so vital to my health. I was just trying to get a drink to go with my sandwich and apparently my Heart decided to not work correctly. Without Bailey, I wouldve fainted and couldve hit mh head. #pots #potssyndromeawareness #potssyndrome #fyp #foryou #servicedog #spoonless #potssyndromeillness #dog

    ♬ original sound – Bailey and Katie

    Conheça outros tipos de cães que trabalham para ajudar os humanos

    Cão-guia

    Esse tipo de cão de serviço é treinado para ajudar a proporcionar independência e maior mobilidade para as pessoas com deficiência visual, além de fornecer segurança e agilidade, auxiliando na condução e desviando de obstáculos. Labradores são a raça mais utilizada para este serviço, porém Golden Retriever e Pastor Alemão também podem ser cães guias.

    Cão de alerta para diabéticos

    Usando o faro, os cães de alerta para diabéticos são treinados para detectar mudanças no nível de açúcar no sangue. Eles percebem pelo olfato quando o tutor diagnosticado com diabetes e não percebe a hipoglicemia até que o nível seja baixo e possa oferecer risco. Os cães também podem ser treinados para acionar alarmes, em caso de emergências médicas. As raças mais utilizadas são Labrador Retriever, Golden Retriever, Poodle, Corgi, Pastor Australiano e Pastor de Shetland.

    Cães ouvintes

    Os cães ouvintes são treinados para auxiliarem pessoas surdas ou com algum tipo de deficiência auditiva. Eles alertam os tutores após ouvirem avisos sonoros como campainhas, alarmes de emergências, alarmes de forno e etc. Para esse serviço, Labrador Retriever, Golden Retriever, Poddle, Cocker Spanil e Cavalier King Charles são as raças mais utilizadas.

    Cães de serviço de mobilidade

    Esses cães são treinados para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida, como pessoas tetraplégicas e paraplégicas ou com outros tipos de deficiência de locomoção. Eles trabalham ajudando a apagar e acender luzes, pegam objetos, abrem e fecham portas, e podem até auxiliar os tutores na troca de roupas. Labrador Retriever, Golden Retriever e Poddle são as raças mais utilizadas.

    Cães de alerta de convulsão e de resposta para convulsão

    Existem dois tipos de cães de serviço que auxiliam pessoas que sofrem com convulsões, os cães de alerta e os cães de resposta.

    Os cães de alerta de convulsão são treinados para avisar seus tutores antes que a convulsão aconteça. Apesar disso, não há evidências científicas de que os cães podem prever essas convulsões, porém alguns cientistas acreditam que seja por meio do faro. As raças que são capazes de detectar são Pastor Alemão, Golden Retriever e Border Collie.

    Os cães de resposta não alertam sobre a convulsão, mas são treinados para auxiliar seu tutor durante e após uma convulsão. Eles podem latir, acionar alarmes, encontrar pessoas para ajudar, e trazer remédios. Labrador Retriever, Golden Retriever e Poddle são as raças mais comuns.

    Cão de alerta de alergia

    Os cães de alerta de alergia são treinados para reconhecer cheiros específicos para evitar que seus tutores tenham reações alérgicas, como glúten. Eles são utilizados bastante por crianças, que dão segurança aos pais e autonomia as crianças.

    Cães terapeutas e Cães de serviço psiquiátrico

    Esses dois tipos de cães auxiliam os humanos na saúde mental. Os cães terapeutas podem ser encontrados nos asilos e nos hospitais e são parte importante para melhorar a saúde mental, emocional e física dos pacientes, ajudando também pessoas com dificuldades de socialização e de aprendizado.

    Já os cães de serviço psiquiátrico auxiliam pessoas que sofrem com ataques de pânico, depressão, ansiedade e estresse pós-traumático. Eles podem ser treinados para entrarem em casa antes do dono e acender as luzes, por exemplo, trazendo a sensação de segurança depois de um trauma.

    Pessoas dentro do aspecto autista também podem ser acompanhadas por cães de serviço psiquiátrico, especialmente crianças. O cão pode auxiliar a criança durante crises, evitando machucados e situações de risco, ajudando a regular as emoções.

    Cães de serviço militar

    Os cães de serviço militar são diferentes dos cães de trabalho militar que trabalham em missões com bombeiros, policiais e etc. Eles ajudam os soldados que retornaram para suas casas a superar estresse pós-traumático e também a auxiliar os soldados que têm dificuldades motoras.

    Treinamento

    Para cada função de um cão de serviço existe um treinamento diferente, que são feitos por pessoas especializadas. Os treinamentos específicos auxiliarão seus futuros tutores em suas necessidades variadas.

    Os cães passam por um treinamento que conta com diversos processos, entre eles a socialização, a educação e o treinamento especializado. O processo pode variar de 1 ano e meio até 3 anos, dependendo da função que o animal vai desenvolver.

    Durante a socialização, que é parte fundamental da formação, o cachorro viverá em uma família e aprenderá comandos básicos. Ele precisa se habituar em diferentes locais e estímulos, para estar preparado para diversas situações quando for entregue a seu futuro tutor.

    Após o tempo de socialização, ele volta para a instituição para realizar tratamentos específicos. Não são todos os cachorros que seguem até o final do processo. Após o tempo com a família, a saúde e o comportamento do animal são avaliados, e ele pode ser dispensado do serviço. A instituição responsável decide se ele será designado para outra função, como um cão terapeuta, ou se será doado, podendo ser entregue a família que esteve com ele durante a fase de socialização.

    No Brasil, as pessoas que precisam de um cão de serviço devem entrar em contato com as próprias instituições que treinam os animais. É necessário preencher documentos com suas informações, atender todos os requisitos, comprovar sua condição médica e aguardar o contato da instituição, que fará a seleção.

    Legislação

    Apesar da necessidade de muitas pessoas, a legislação brasileira ainda não possui leis que abrangem todos os cães de serviço e as diferentes particularidades de cada tutor. A única lei em âmbito federal é a do cão guia, que garante a pessoa com deficiência visual o direito de ingressar e permanecer com o animal em todos os locais públicos ou privados de uso coletivo.

    Em 2018, a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) aprovou um Projeto de Lei do Senado que estende o direito já garantido pela Lei do Cão Guia a contemplar as demais categorias de cães de assistência, como cães ouvintes, cães de alerta, cães para pessoas autistas e cães para pessoas com deficiências de mobilidade.

    Após passar por diversas comissões dentro da Câmara dos Deputados desde 2018, o PL 10286/18​ está, atualmente, aguardando parecer na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), conforme informado pela assessoria da Câmara. O projeto também deverá ser apreciado pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, além de passar pelo Plenário.

    Apesar disso, os estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia, e os municípios de Sorocaba, Belo Horizonte, Campinas, Chapecó e Paranaguá possuem sua própria legislação sobre cães de serviço e de suporte emocional.

    Os cães de suporte emocional são de uma categoria diferente das dos cães de serviço. Os cães de serviço foram treinados para exercer a função específica, enquanto os cães de apoio emocional não se enquadram, pois não recebem treinamento. Porém, médicos psiquiatras podem indicar a presença deles na vida do paciente para tratamento de transtornos psicológicos.

    Para viajar de avião com um animal de apoio emocional é preciso verificar o regulamento da companhia aérea. Por conta da falta de leis em âmbito federal, fica a critério das empresas.