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    Drag é chamada para palestrar em homenagem a mulheres e gera polêmica; entenda

    Conferência dedicada ao protagonismo feminino anuncia Rita von Hunty como participante e recebe críticas; palestra foi cancelada

    Reprodução/Redes Sociais

    Natanael Oliveirada CNN

    Um evento criado em homenagem às mulheres criou polêmica ao anunciar, nesta quarta-feira (1), a presença da drag queen Rita von Hunty como uma das palestrantes.

    Após o anúncio, o Women To Watch Summit recebeu críticas por convidar um homem – o ator e professor Guilherme Terreri, que se apresenta como Rita von Hunty – como atração do evento voltado para mulheres.

    Usuários nas redes sociais pontuaram que a presença de Guilherme reflete um apagamento feminino.

    No post que o evento divulga a participação de Guilherme, a escritora e professora Djamila Ribeiro alertou que “Rita von Hunty é uma drag queen, não uma mulher, seja cis ou trans. […] Como podem chamar um homem para falar sobre representatividade no 8 de março?”.

    No mesmo post, a atriz Juliana Lohmann afirma que a presença de Rita “invisibiliza não só as mulheres, mas também propõe o apagamento do que é ser drag”.

    / Reprodução/Rede Sociais

    Palestra cancelada

    Após a repercussão negativa, o Women To Watch Summit anunciou o cancelamento da palestra de Guilherme Terreri.

    Em nota, o evento afirma que a drag “entende e acolhe o questionamento que surgiu sobre a personagem ser interpretada por um artista homem cis em um evento que tem como proposta promover o protagonismo feminino”.

    O evento ainda ressaltou que a participação de Guilherme seria para “integrar um painel com mulheres que debateriam o tema do apagamento histórico feminino em espaços de disputa e tomada de decisões com impacto social”, incluindo pessoas LGBTQIA+.

    Entenda o que é ser drag queen

    Ser drag queen não está relacionado com identidade de gênero ou orientação sexual.

    Considerado uma arte, o movimento surgiu no teatro em uma época que mulheres não podiam interpretar papéis femininos. Assim, os homem acumulavam a função.

    Na década de 1960, o movimento cresceu ao ponto de se transformar em uma cultura.

    Falando em transformação, as artistas eram conhecidas como “transformistas” no Brasil. Elas se apresentam em teatros e boates portando apetrechos femininos.