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    “Fizemos cada cena 6 ou 7 vezes”, diz Paul Mescal sobre “Todos Nós Desconhecidos”

    Ator irlândes fala sobre a intensidade do filme e qual mensagem ele pode passar para as pessoas

    Paul Mescal em "Todos Nós Desconhecidos"
    Paul Mescal em "Todos Nós Desconhecidos" Divulgação/Searchlight Pictures

    Marina Toledoda CNN em São Paulo

    Protagonizado por Andrew Scott (“Fleabag” e “Sherlock”) e Paul Mescal (“Aftersun” e “Pessoas Normais”), “Todos Nós Desconhecidos”, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (7).

    Na trama, Adam tem um encontro casual com seu misterioso vizinho Harry e acaba tendo seu ritmo cotidiano balançado. À medida que os dois se aproximam, Adam é levado de volta à casa em que viveu na infância, onde descobre que seus pais falecidos estão vivos e parecem ter a mesma idade do dia em que morreram, há mais de trinta anos.

    Além de Scott e Mescal, o filme também conta com Claire Foy (“The Crown” e “Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) e Jamie Bell (“Billy Elliot”) no elenco.

    Em entrevista, Paul Mescal disse que a solidão é um dos temas centrais da trama e que o diretor Andrew Heigh o aborda de duas formas diferentes.

    “Uma delas é provavelmente mais óbvia, pois Adam se isola como mecanismo de enfrentamento. Enquanto isso, Harry usa drogas, festeja e, superficialmente, provavelmente parece menos isolado do que Adam, mas está literalmente implorando para que alguém o deixe entrar, o que é muito perturbador”, disse.

    Falando sobre seu personagem, Harry, o ator irlandês acredita que ele possa passar uma mensagem para pais.

    “[Seu trama] Vem da brutalidade casual com que sua família o trata. É uma brutalidade casual. Mas serve de alerta aos familiares: você pode realmente causar muitos danos irreparáveis aos seus filhos se não tomar cuidado com a forma como os trata”, alerta;

    Mescal também falou sobre a intensidade do filme e revelou que cada cena foi gravada ao menos seis ou setes vezes.

    “Foi muito revigorante artisticamente, mas também muito desafiador, porque o problema do material é que exigia uma jornada. Levanta grandes questões e exige um naturalismo inato dos atores. Fazíamos seis ou sete tomadas de cenas, porque era preciso dedicar esse tempo para chegar ao nível certo de partir o coração”, disse.

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