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    Virada Cultural de São Paulo: relembre a história do evento

    Festejo foi criado em 2005 e se tornou um dos mais importantes da capital paulista

    Movimentação do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, durante a Virada Cultural de 2022
    Movimentação do Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, durante a Virada Cultural de 2022 ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

    Pedro N. Jordãoda CNN

    Criada em 2005, a Virada Cultural de São Paulo é considerada um dos eventos mais importantes da capital paulista, com a proposta de promover um festival gratuito e simultâneo. Relembre abaixo a história da festividade.

    Inspirada no festival francês Nuit blanche (Noite Branca, em tradução literal), a Virada sempre objetivou proporcionar ao público acesso a produções artísticas brasileiras em várias linguagens (música, teatro, exposições etc) por 24 horas ininterruptas.

    Além disso, buscava reverter o esvaziamento da região central de São Paulo, levando as pessoas a ocuparem as ruas e conviverem com tribos e classes diferentes entre si.

    Já se apresentaram na Virada Cultural nomes como Adriana Calcanhoto, Luiz Melodia, Tom Zé, Leci Brandão, Racionais MC’s, Alceu Valença, Gal Costa, Marcelo D2, Zé Ramalho, Karol Conka, Projota, Valeska Popozuda, Roberta Miranda, Nação Zumbi, Elza Soares, Nx Zero, Gilberto Gil, Céu, Emicida, Caetano Veloso e Anitta.

    Em 2016, no entanto, o evento começou a mudar de formato, passando a ocorrer de forma descentralizada, em mais de cem locais pela cidade.

    Naquele mesmo ano, os cinco principais palcos ficaram sem atrações na madrugada, deixando de ocorrer de forma ininterrupta por 24 horas.

    A mudança foi criticada por alguns, que argumentavam a descaracterização do objetivo central do festival, e elogiado por outros, que falavam da necessidade de preservação do centro de São Paulo.

    A segunda opinião foi embasada por episódios de violência e despedração na região central durante a realização dos shows.

    Em 2007, por exemplo, a Virada foi marcada por um confronto entre policiais e parte do público do show dos Racionais MC’s, entre 5h e 6h da manhã, na Praça da Sé.

    A confusão deixou orelhões, grades de parques, fachadas de lojas e banheiros químicos danificados. Além disso, seis pessoas ficaram feridas e 11 foram presas por furto, segundo a Polícia Militar.

    Outro destaque, além dos shows de música, foram as alternativas de eventos que eram agregados. Em 2010, por exemplo, a Virada recebeu o evento “Dimensão Nerd”, que ofereceu ao público mesas de RPG, jogos de tabuleiro, parada Cosplay e desfile de fantasias.

    Houve também atividades dedicadas às artes de suspensão corporal e tatuagem.

    A partir de 2011, o stand-up comedy começou a ganhar espaço também como atração. O palco dedicado a esse tipo de apresentação recebeu nomes como Danilo Gentili, Fábio Rabin, Tom Cavalcante.

    Em 2020, pela primeira vez, o evento precisou ser adiado de maio para setembro, por causa da pandemia da Covid-19, e terminou ocorrendo de forma virtual.

    O evento só voltou a ocorrer presencial a partir de 2022, seguindo o formato descentralizado.