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    Elaine Thompson-Herah lidera pódio jamaicano com recorde olímpico nos 100m

    Velocista conquistou bicampeonato olímpico com tempo de 10s61, segunda melhor marca feminina na história – atrás apenas do recorde mundial da prova

    Jamaicana Elaine Thompson-Herah levou o ouro e quebrou recorde mundial nos 100m
    Jamaicana Elaine Thompson-Herah levou o ouro e quebrou recorde mundial nos 100m Foto: Martin Meissner - 31.jul.2021/AP

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    Elaine Thompson-Herah conquistou o bicampeonato olímpico dos 100 metros rasos e liderou o pódio inteiro da Jamaica na final da prova nas Olimpíadas de 2020, neste sábado (31), marcando incríveis 10,61 segundos para se tornar a segunda mulher mais rápida da história.

    Shelly-Ann Fraser-Pryce, que buscava o terceiro ouro no evento, levou a prata com 10s74, e Shericka Jackson ficou em terceiro com 10s76 no Estádio Olímpico de Tóquio.

    O recorde olímpico de Thompson-Herah só é superado pelo recorde mundial de Florence Griffith-Joyner de 1988, com 10s49 – a americana também tem uma marca de 10s61 em sua carreira. O recorde olímpico também era de Griffith-Joyner, com 10s62, conquistado no mesmo ano de 1988.

    Fraser-Pryce, de 34 anos, ficou um tempo fora do esporte para ter um bebê, mas chegou a Tóquio com um tempo impressionante de 10s63 – o tempo mais rápido deste ano.

    Ela começou a corrida com força, ficando à frente das outras corredoras, mas Thompson-Herah a alcançou e depois que a dupla correu um trecho lado a lado, foi esta última quem saiu na frente com cerca de 40 metros restantes.

    “No mês passado, não achei que estaria aqui para defender meu título. Por trás desse sorriso e do recorde olímpico, estou super nervosa”, disse ela, referindo-se aos persistentes problemas com lesões em 2018 e 2019.

    “Mas eu estou aqui falando comigo mesmo, ‘você já fez isso antes, você estava aqui antes’”, completou. “Não há mais nada a provar. Já passei por muitos altos e baixos.”

    Thompson-Herah, usando uma faixa brilhante na cabeça, começou a comemorar antes de cruzar a linha com a mão esquerda levantada e continuou sua corrida por alguns metros antes de deitar na pista em celebração.

    “Eu sabia que tinha isso em mim (recorde olímpico), mas obviamente tive meus altos e baixos com lesões”, disse ela. “Tenho mantido a fé o tempo todo. É incrível (…) Acho que poderia ter ido mais rápido se não estivesse apontado e comemorando cedo. Eu queria mostrar que há mais coisas pela frente, então espero que um dia eu consiga liberar isso.”

    Chegada dos 100m rasos feminino, prova dominada pelas corredoras da Jamaica
    Chegada dos 100m rasos feminino, prova dominada pelas corredoras da Jamaica
    Foto: Francisco Seco – 31.jul.2021/AP

    Os organizadores contribuíram para o clima no Estádio Olímpico de Tóquio apagando as luzes e iluminando o trecho de 100m da pista antes de apresentar as oito velocistas.

    Seis delas terminaram com menos de 11 segundos em uma corrida alucinante, destacando o impacto da nova tecnologia de calçados.

    Fraser-Pryce, que procurava aumentar suas vitórias olímpicas na prova de 100m – ela foi ouro na prova em 2008 e 2012 –, fez o tempo de 10s73 e foi a mais rápida nas semifinais, mas não conseguiu melhorar essa marca.

    “Para representar a maneira que eu fiz, é realmente notável, é minha quarta Olimpíada, e é apenas sobre estar comprometida e trabalhar duro”, disse Fraser-Pryce.

    “Eu definitivamente tenho que agradecer a Elaine por ter superado e também quebrado o recorde olímpico – isso é definitivamente importante e muito bom para a Jamaica – e Shericka também – terminar em terceiro, fala do legado que temos em termos de corrida na Jamaica e estou muito feliz por fazer parte disso.”

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