Olimpíadas 2020 #5: Simone Biles e Rebeca Andrade brilham na ginástica

Norte-americana está em todas as finais da ginástica; brasileira ficou atrás apenas de Simone na classificação para a final do individual geral

Rebeca Andrade se apresenta no solo na classificatória das Olimpíadas
Rebeca Andrade se apresenta no solo na classificatória das Olimpíadas Foto: Gregory Bull - 25.jul.2021/AP

Douglas Vieira, colaboração para CNN

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O dia de hoje foi marcado pela estreia da ginasta norte-americana Simone Biles, mas quem acordou de madrugada para acompanhar a ginástica vibrou também com o desempenho das brasileiras. 

Ao som de “Baile de Favela”, a brasileira Rebeca Andrade movimentou o dia na ginástica artística ao conquistar a vaga para três finais, sempre entre as quatro melhores. Ela avançou no solo – onde teve o hit funk de MC João como trilha sonora -, salto e individual geral. Nesta última, ficou atrás só de uma rival: ninguém menos que a principal estrela da ginástica, a norte-americana Simone Biles. 

Flávia Saraiva também se classificou para uma decisão, mas seu dia foi mais agitado. Depois de fazer uma boa apresentação na trave, conquistando a oitava e última vaga para a final do aparelho, ela sentiu uma lesão no tornozelo direito no encerramento de sua participação no solo. A equipe brasileira decidiu, então, poupar a brasileira das provas do salto e das barras assimétricas para garantir sua presença na final da trave, no próximo dia 3.

100% Simone Biles

Dona de quatro ouros e um bronze nas Olimpíadas do Rio-2016, Simone Biles chegou a Tóquio disposta a manter o reinado na ginástica. E ela não decepcionou: mesmo cometendo algumas falhas — como pisar fora da linha ao encerrar um de seus movimentos difíceis no solo –, Biles se classificou para todas as seis finais olímpicas da ginástica artística feminina: solo, salto, trave, barras assimétricas, individual geral e equipes — essa última, como parte da forte equipe de ginastas dos Estados Unidos.

Simone Biles, dos EUA, se apresenta na classificatória das barras assimétricas
Simone Biles, dos EUA, se apresenta na prova classificatória das barras assimétricas
Foto: Morry Gash – 25.jul.2021/AP

0% sonho

O chamado “Dream Team” não perdia desde 2004 em Olimpíadas, quando a seleção dos EUA foi eliminada pela Argentina na semifinal de Atenas. Hoje, perderam outra vez, agora para a França, por 83 x 76. Em nenhum período do jogo, mesmo quando esteve à frente no placar, a seleção norte-americana conseguiu se impor.

No minuto final, um tiro de três de Evan Fournier colocou os franceses na liderança do placar. Os EUA tiveram a possibilidade de empatar, mas optaram por três tiros de três seguidos, que não foram convertidos, em vez de tentar uma bola de dois que levaria a partida para a prorrogação. 

O time dos sonhos precisará acordar do pesadelo para poder sonhar com a medalha.

Damian Lillard, dos EUA, arremessa para 3 pontos contra a França
Damian Lillard, dos EUA, arremessa para 3 pontos contra a França
Foto: Charlie Neibergall – 25.jul.2021/AP

Bola dentro

A seleção brasileira feminina de vôlei estreou com vitória, neste domingo (25), nas Olimpíadas de 2020. Com facilidade, o conjunto treinado por José Roberto Guimarães fez 3 a 0 – parciais de 25×11, 25×22 e 25×19 – contra a Coreia do Sul.

Fê Garay e Gabi foram os grandes destaques do jogo, com 17 e 14 pontos, respectivamente. Quem também jogou bem foi Rosamaria, que saiu do banco e ajudou o Brasil a reagir nos momentos mais difíceis no segundo e terceiro sets, assim como Carol Gattaz, apareceu e fez a diferença no bloqueio no final da partida.

Brasil passou fácil pela Coreia do Sul na estreia do vôlei feminino
Brasil passou fácil pela Coreia do Sul na estreia do vôlei feminino: 3 sets a 0
Foto: Toru Hanai – 25.jul.2021/Getty Images

Família olímpica

A judoca japonesa Uta Abe triunfou na categoria até 52 kg feminino em Tóquio neste domingo (25), horas antes de seu irmão Hifumi conquistar o ouro na final masculina até 66 kg. Com os resultados, os dois entram na história das Olimpíadas como os primeiros irmãos a ganharem medalhas de ouro no mesmo dia

‘Renovada e preparada’

A tenista japonesa Naomi Osaka disse que se sentiu revigorada e pronta para jogar, após uma vitória esmagadora de 6-1 e 6-4, neste domingo (25), sobre a chinesa Zheng Saisai na rodada de abertura das Olimpíadas de 2020, sua primeira vitória desde que se afastou das quadras há dois meses por motivos de saúde mental.

Naomi Osaka se disse revigorada após vitória na primeira rodada das Olimpíadas
Naomi Osaka se disse revigorada após vitória na primeira rodada das Olimpíadas
Foto: Seth Wenig – 25.jul.2021/AP

Hoje sim

O Brasil conquistou hoje suas duas primeiras medalhas: a prata de Kelvin Hoefler, conquistada na madrugada de hoje no skate street masculino, e o bronze de Daniel Cargnin, na categoria até 66 kg do judô. 

A cultura do skate

O skate vai continuar sendo o mesmo. Vou sair daqui, andar de skate amanhã, depois de amanhã, ele faz parte de mim, corre nas minhas veias. Não é só competir, é descer uma ladeira, sentir o vento no rosto, a amizade… É uma grande família.

Kelvin Hoefler, sobre a cultura que envolve o skate
Kelvin Hoefler conquistou a medalha de prata no skate street
Kelvin Hoefler conquistou a medalha de prata no skate street
Foto: Jonne Roriz – 25.jul.2021/COB

Filho de ouro, medalha de bronze

O que eu queria agora é ligar para minha mãe e falar que valeu a pena. Eu lembro uma vez que eu estava voltando de um treino quando eu era pequeno, estava apanhando muito no treino. E ela falou: ‘Dani, vamos sair para comer algo e amanhã é um novo dia’.

Daniel Cargnin, sobre a importância da mãe em sua trajetória no judô
Daniel Cargnin festeja após conquistar o bronze nas Olimpíadas 2020
Daniel Cargnin festeja após vencer o israelense Baruch Shmailov e conquistar o bronze no judô nas Olimpíadas 2020
Foto: Vincent Thian 25.jul.2021/AP

Alerta ligado

Pelas circunstâncias, com um jogador a menos desde os 15 minutos de jogo, o empate do Brasil com a Costa do Marfim, pela segunda rodada do futebol masculino, não é um resultado que pesa nas costas dos brasileiros. Na quarta-feira (28), o Brasil fecha a primeira fase contra a Arábia Saudita, em busca do primeiro lugar do grupo. Os africanos enfrentam a Alemanha. Independentemente da posição em que se classificará a seleção brasileira, o time tem oscilado e levado alguns sustos.

Brasil 100% no surfe

A Brazilian Storm não decepcionou na estreia do surfe nas Olimpíadas. Foram três vitórias em quatro baterias, com todos os representantes do país se classificando diretamente às oitavas de final: Ítalo Ferreira, Gabriel Medina, Silvana Lima e Tatiana Weston-Webb.

Silvana Lima
Silvana Lima foi bem em sua bateria e se classificou para a fase de oitavas de final do surfe
Foto: Miriam Jeske/COB

Sufoco e alívio

A dupla Evandro e Bruno Schmidt tomou um susto na estreia do vôlei de praia, mas saiu da areia com uma vitória por 2 sets a 1 sobre os chilenos Marco e Esteban Grimalt. Com bons saques de Evandro, a dupla brasileira venceu o primeiro set com facilidade, por 21 a 15. Os chilenos cresceram no segundo set e fecharam a parcial com 21 a 16. No terceiro, os brasileiros venceram por 15 a 12, para alívio dos notívagos. Na próxima rodada, a dupla enfrenta os marroquinos Abicha e Elgaroui.

Que jogo

A seleção brasileira de handebol chegou a Tóquio sonhando com o pódio. Hoje, depois de um empate espetacular em 24 x 24 com a Rússia, atual campeã olímpica, o sonho parece ainda mais possível. E o Brasil ainda teve a bola do jogo no final, mas desperdiçou. No fim, saíram confiantes da quadra. 

A gente sabe que está num grupo da morte, mas também sabe que do nosso lado tem qualidade. Vou falar uma palavra que é acreditar, porque, mesmo quando a gente estava atrás no placar, a gente não abaixou os braços

Bruna, uma das principais jogadoras do Brasil na partida, sobre o sentimento da equipe
Alexandra Nascimento, do handebol
Alexandra Nascimento, da seleção de handebol, vibra em lance do empate com as russas na estreia olímpica
Foto: Pavel Golovkin/AP

Surpresa!

Com apenas 18 anos, Ahmed Hafnaoui, da Tunísia, protagonizou uma das grandes vitórias do primeiro dia de finais da natação nas Olimpíadas. No Centro Aquático de Tóquio, o tunisiano deixou para trás os principais favoritos para conquistar a medalha de ouro na disputa dos 400 metros livre com o tempo de 3min43s36. Ele havia se classificado em último para a final, mas venceu nadando na raia 8.

Outro destaque do dia da nataç??o foi a equipe feminina da Austrália, que dominou a final do revezamento 4×100 metros e faturou a medalha de ouro, tendo estabelecido um novo recorde mundial em 3min29s69. Já Felipe Lima falhou na busca por uma vaga na final dos 100 metros peito, ficando em 12º lugar nas semifinais. 

Ahmed Hafnaoui, da Tunísia, celebra a vitória nos 400 metros livre
Ahmed Hafnaoui, da Tunísia, celebra a vitória nos 400 metros livre
Foto: Martin Meissner / AP

Semi na canoagem slalom…

Nas águas, mas longe das piscinas, a brasileira Ana Sátila avançou bem às semifinais na disputa do K1 da canoagem slalom. A brasileira havia marcado 108s22 em sua primeira descida e melhorou o seu tempo na segunda, para 106s82. Foi o suficiente para colocá-la na sexta colocação entre as 27 participantes. As semifinais vão ser realizadas na próxima terça-feira. 

…E no remo

Em sua primeira participação nas Olimpíadas, o brasileiro Lucas Verthein avançou novamente. Ele passou para as semifinais da disputa do single skiff ao ficar na segunda posição na sua bateria pelas quartas de final. Verthein voltará a competir às 23h18 (horário de Brasília) desta segunda-feira.

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