Ouro no Rio, Thiago Braz se classifica para a final do salto com vara

Izabela da Silva, no lançamento de disco, também avança para a decisão e faz história na modalidade

Thiago Braz foi à final do salto com vara nas Olimpíadas
Thiago Braz foi à final do salto com vara nas Olimpíadas Foto: Wander Roberto/COB

Paulo Junior, colaboração para a CNN

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Medalha de ouro no Rio de Janeiro em 2016, o brasileiro Thiago Braz está na final do salto com vara nas Olimpíadas de 2020. Ele alcançou a marca de 5.75m na segunda tentativa na noite desta sexta-feira (30) e fez o suficiente para se colocar no grupo que segue na disputa, na terça (3).

Mesmo sem estar entre os melhores do mundo na atualidade, o brasileiro passou pelas eliminatórias com a mesma marca dos candidatos ao pódio, e se mantém na briga para tentar novamente chegar entre os primeiros.

“Não foi fácil, tive um dia difícil, quase tive câimbra e tive de dar uma maneirada, não corri tanto para fazer um ótimo salto. Agora quero fazer uma boa participação. Desejo que na final boas coisas aconteçam”, comentou Thiago na saída da prova.

No salto com vara, há duas métricas para se chegar a final: os 12 melhores da etapa de classificação ou todos que alcançarem 5.80m. No fim, os melhores saltos pararam nos 5.75m, e o outro brasileiro na disputa, Augusto Dutra, acabou eliminado. Ele até chegou a 5.65m, marca que classificou três atletas, mas acabou passando apenas na segunda tentativa, o que serve como critério de desempate.

Thiago Braz surgiu para o público brasileiro em ótimo estilo. Em sua estreia olímpica, no Rio de Janeiro, ele levou a medalha de ouro em uma disputa emocionante contra Renaud Lavillenie, subindo ao lugar mais alto do pódio com direito a novo recorde olímpico, 6.03m – o francês também está na final em Tóquio.

Mas, ainda que a lembrança daquela noite no estádio Nilton Santos esteja viva para muita gente, o brasileiro não chega como favorito. Ele sofreu com lesões e perdeu competições importantes, como o Mundial de 2017, e a competição tem outros atletas à frente do atual campeão.

O principal candidato ao ouro é o sueco Armand Duplantis, de 21 anos, dono da melhor marca do mundo, com 6.15m. Ele foi eleito o melhor nome do atletismo no ano passado e a expectativa para sua primeira final olímpica é muito grande. Outro concorrente importante, o americano Sam Kendricks, bicampeão mundial e bronze no Rio, testou positivo para Covid-19 há alguns dias e está fora dos Jogos.

Lançamento de disco na final

Izabela da Silva, no lançamento de disco, garantiu a melhor posição do Brasil na história dos Jogos ao avançar para a final na última das 12 vagas. Ela marcou 61.52m e segue na disputa, enquanto Andressa Morais e Fernanda Martins ficaram pelo caminho.

Com uma marca de 61.52m, brasileira Izabela Rodrigues foi às finais
Izabela Rodrigues está na final, que acontece na próxima semana
Foto: Wander Roberto/COB/Divulgação

“Estou muito feliz por ter realizado esse sonho, ainda mais no meu país favorito. Agora fico sabendo que vou para a final, que vai ser no dia do meu aniversário, melhor presente não tem”, disse após a classificação. A final está marcada para segunda-feira (2).

Nas pistas

Na abertura do dia de atletismo, Chayenne da Silva terminou no último lugar em sua bateria e não avançou para as semifinais dos 400m com barreiras, mesma prova que, entre os homens, Alison dos Santos é um dos candidatos ao pódio.

Nos 800m rasos masculino, Thiago André também ficou pelas eliminatórias, no último lugar de sua bateria, assim como Ketiley Batista, última na sua corrida dos 100m com barreiras.

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