‘Pandemia intensificou competição mental nas Olimpíadas’, diz Bruno Fratus

Para nadador brasileiro, que conquistou bronze nos 50m livre nas Olimpíadas 2020, atletas devem incentivar, inspirar e motivar quem acompanha o esporte

Produzido por Bruno Oliveira, da CNN em São Paulo

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O nadador Bruno Fratus, que conquistou a medalha de bronze nos 50m livre nas Olimpíadas 2020, afirmou à CNN que a competição sempre foi mental, mas a pandemia de Covid-19 intensificou esse aspecto.

“Acho que a pandemia alterou a vida de todo mundo e fez com que o mundo todo tivesse que se adaptar a uma logística nova. Mas de forma prática, acho que essa pandemia, a pausa de um ano, forçou para que os Jogos Olímpicos fossem uma competição muito mais mental do que já é”, disse Fratus.

“Foi algo que forçou todo mundo a desenvolver uma força mental, tirar uma força extra de dentro”, completou.

O atleta foi quarto colocado em Londres-2012, quando terminou apenas dois centésimos atrás do bronze, e sexto no Rio-2016, quando fez uma final abaixo do tempo que tinha apresentado nas provas eliminatórias e saiu bem frustrado com o desempenho.

Ele também foi terceiro colocado no Mundial de 2015 e depois segundo lugar nas duas edições seguintes, em 2017 e 2019. Agora, aos 32 anos, finalmente conquistou a tão sonhada medalha olímpica.

À CNN, Fratus disse que o trabalho de um atleta, como o do nadador, não é atravessar uma piscina, mas incentivar, inspirar e motivar todas as pessoas que acompanham o esporte.

“Saúde mental é um campo da minha vida que tive dificuldade num passado não muito distante. Cuidar da saúde mental é cuidar da saúde”, disse o nadador.

“A gente vem nesse planeta para ser feliz, aproveitar o que a vida tem de melhor para oferecer. Cuidar da saúde mental, se sentir bem consigo mesmo, se sentir bem no seu meio, com seu trabalho, é algo extremamente importante. É para que todo mundo tenha uma vida mais agradável.”

(*com informações de Paulo Junior, colaboração para a CNN)

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