Queniano Kipchoge confirma favoritismo e fatura o bi olímpico da maratona

Campeão no Rio-2016, ele também é o recordista mundial da prova

Leandro Silveira, colaboração para a CNN

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Eliud Kipchoge, do Quênia, comemora a conquista da medalha de ouro na maratona
Eliud Kipchoge, do Quênia, comemora a conquista da medalha de ouro na maratona masculina nos Jogos Olímpicos
Foto: Shuji Kajiyama / AP

O queniano Eliud Kipchoge confirmou o seu favoritismo e conquistou o bicampeonato olímpico da maratona, a mais tradicional prova do programa dos Jogos. Atual recordista mundial, ele foi dominante na disputa, tendo percorrido os 42,195 quilômetros em 2h08min38 em Sapporo, palco da competição nas Olimpíadas de 2020

Kipchoge já havia vencido a prova nos Jogos do Rio, em 2016. E com o triunfo no último dia de eventos nos Jogos de Tóquio, tornou-se apenas o terceiro homem a ser bicampeão consecutivo da maratona na história das Olimpíadas. Foi também uma dobradinha do Quênia, que venceu a versão feminina da prova com Peres Jepchirchir.

Após compor o pelotão principal da maratona desde o seu começo, Kipchoge se distanciou dos concorrentes depois do 30º quilômetro. Ninguém conseguiu acompanhá-lo, mas, ainda asim, o queniano continuou correndo em ritmo forte, concluindo a sua vitória nas Olimpíadas com boa vantagem para os demais participantes, de 1min20 para o segundo colocado. Ainda assim, foi 6min59 mais lento do que o seu recorde mundial. 

Kipchoge foi tão soberano que as atenções no fim da prova se concentraram para a disputa das demais posições no pódio. Quem se deu melhor foi o holandês Abdi Nageeye, medalhista de prata com o tempo de 2h09min58. Ficou, assim, 2 segundos à frente de Bashir Abdi, da Bélgica, o terceiro colocado.  E o queniano Lawrence Cherono, que vinha na vice-liderança, terminou apenas na quarta posição. 

Além do ouro no Rio-2016, Kipchoge já tinha duas medalhas olímpicas no seu currículo, ambas nos 5.000 metros, um bronze, nos Jogos de Atenas, em 2004, e uma prata, em Pequim-2008. Mas é na maratona que ele tem se consolidado como um dos principais nomes do atletismo. 

Afinal, além do bicampeonato olímpico, Kipchoge, de 36 anos, acumula conquistas relevantes em seu currículo. O queniano venceu quatro vezes a Maratona de Londres (2015, 2016, 2018 e 2019), três a de Berlim (2015, 2017 e 2018) e uma a de Chicago (2014). 

Dois brasileiros abandonam

Corredores competem durante a maratona masculina nos Jogos Olímpicos
Corredores competem durante a maratona masculina nos Jogos Olímpicos
Foto: Shuji Kajiyama / AP

Em função da elevada umidade relativa do ar nesse período do ano em Tóquio, a disputa da maratona foi transferida para Sapporo. Ainda assim, vários atletas sofreram com as condições climáticas e não conseguiram concluir a competição nas Olimpíadas. Foram 30 abandonos.

O brasileiro Daniel do Nascimento chegou a ser um dos destaques da prova. Desde a largada, ele fez parte do pelotão principal, tendo, inclusive, sido o primeiro maratonista a completar o 15º quilômetro da maratona. Mas pouco depois da passagem pelo 25º quilômetro, quando ocupava o terceiro lugar, se sentiu mal e foi ao chão, abandonando a disputa

Além de Daniel do Nascimento, Daniel Chaves também foi outro representante brasileiro que não conseguiu terminar a disputa da maratona. Mas ele abandonou ainda mais cedo a prova, antes do 15º quilômetro, sendo que não chegou a figurar entre os 60 primeiros colocados nas marcações do quinto e do décimo quilômetro.

Paulo Roberto de Paula teve desempenho discreto, concluindo a prova em 69º lugar.  Aos 42 anos,  ele marcou o tempo de 2h26min08, o seu melhor na temporada, mas a 17min30 de Kipchoge. 

A disputa masculina da maratona encerrou a programação do atletismo nas Olimpíadas. O Brasil conquistou duas medalhas na modalidade, ambas de bronze, com Alison dos Santos, na disputa dos 400 metros com barreiras, e Thiago Braz, no salto com vara. Os Estados Unidos dominaram a modalidade, tendo conquistado 7 das 49 medalhas de ouro distribuídas.

 

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