Tudo sobre o acendimento e a passagem da tocha olímpica para os Jogos de Tóquio

A chama que simboliza os Jogos será carregada por 10 mil atletas até a cerimônia de abertura, em julho deste ano

Homem ensaia o revezamento da tocha dos Jogos Olímpicos de Tóquio
Homem ensaia o revezamento da tocha dos Jogos Olímpicos de Tóquio Foto: Issei Kato - 15.fev.2020/Reuters

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A chama dos Jogos Olímpicos será acesa na quinta-feira (12) na cidade de Olímpia, na Grécia — local onde aconteciam os jogos da Antiguidade. Dali, a tocha será carregada por cerca de 10 mil atletas até a cerimônia de abertura, prevista para acontecer em 24 de julho no Novo Estádio Nacional de Tóquio.  

É a primeira vez em que uma mulher será a primeira pessoa a transportar a tocha. A responsabilidade é da grega Anna Korakaki, campeã de tiro esportivo nos Jogos do Rio, em 2016. Ela entregará a chama para a japonesa Noguchi Mizuki, vencedora da maratona feminina nos Jogos de Atenas, em 2004, e representante do país-sede das Olimpíadas deste ano.

A tocha viajará pela Grécia por uma semana e por todas as 47 prefeituras japonesas durante 121 dias. O objetivo é mostrar as paisagens e as atrações culturais de cada região. Na transição entre os dois países, há uma cerimônia no estádio Panatenaico, em Atenas, um dos mais antigos do mundo.

O acendimento da tocha

Para manter a tradição da origem dos Jogos Olímpicos, a cerimônia de acendimento é feita perto de onde ficava o templo da deusa Hera, em Olímpia. Mulheres vestidas como as antigas sacerdotisas usam espelhos para refletir os raios solares e acender a chama da Tocha Olímpica.

Neste ano, o formato da tocha foi inspirado em uma flor de cerejeira, um dos símbolos do Japão. Ela foi produzida em alumínio reciclado, o mesmo material usado para a construção de casas pré-fabricadas nas cidades japonesas atingidas pelo terremoto de 2011 — o maior já registrado no país.

No Japão, o revezamento começará pela cidade de Fukushima, uma das mais afetadas pelo desastre. O Comitê Olímpico espera mostrar solidariedade pela região, que ainda se recupera dos efeitos do acidente nuclear causado pelos abalos sísmicos.  

 

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