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    Ex-estádio do Grêmio, Olímpico definha em Porto Alegre; veja imagens

    Fechado há dez anos, o espaço está praticamente abandonado e causa insegurança

    Estado atual do Estádio Olímpico, ex-casa do Grêmio, em Porto Alegre
    Estado atual do Estádio Olímpico, ex-casa do Grêmio, em Porto Alegre Reprodução/Instagram/droneinrs

    Mauri Dornelesda Itatiaia

    O Olímpico, antigo estádio do Grêmio, que já foi palco de muitas glórias e festas, hoje é motivo de tristeza. Imagens feitas por Thiago Grassi, da Drones In RS, viralizaram nesta semana por mostrar a degradação do estádio.

    Fechado há exatos dez anos, o espaço está praticamente abandonado na zona central de Porto Alegre e causa insegurança nos moradores do bairro Azenha pela situação precária. A ex-casa tricolor recebeu 1.766 jogos e 21 títulos ao longo dos seus 58 anos de vida.

    Olímpico – Arena

    O Olímpico entrou no negócio para a construção da Arena do Grêmio, atual casa do Tricolor. A decisão da troca de um local pelo outro se deu em meio ao boom das novas Arenas, quando o país se preparava para receber a Copa do Mundo de 2014.

    À época, a gestão do presidente Paulo Odone, de 2011/12, entendeu que o antigo estádio não tinha condições de passar por uma reforma para adaptar-se às modernidades do espetáculo do futebol. Assim, os dirigentes optaram pela construção de uma nova Arena, que foi inaugurada em dezembro de 2012. O Olímpico recebeu o último jogo em fevereiro de 2013.

    Conforme o ex-presidente Paulo Odone, o terreno do estádio foi avaliado na época em R$ 50 milhões. A proposta da mudança do local foi aprovada no Conselho Deliberativo, e posteriormente escolheu-se a proposta da antiga construtora OAS.

    Imbróglio

    No negócio, o Tricolor deu a área do Olímpico, no bairro Azenha, em troca da construção da Arena, no Humaitá. O acordo, no entanto, previa que a construtora fizesse também melhorias no entorno da Arena, o que não aconteceu. No espaço do Olímpico, a OAS pretendia construir prédios residenciais.

    A prefeitura de Porto Alegre, em abril de 2012, anunciou que assumiria as obras no entorno da Arena para melhorias da cidade, que eram de responsabilidade da OAS. O Ministério Público entrou na jogada em 2014, e o governo municipal recuou. Contudo, o imbróglio piorou em 2015 com os escândalos da Lava-Jato, que fizeram a construtora entrar em crise.

    O negócio previa que a OAS fizesse obras de melhoria no entorno da Arena, junto com a própria construção do estádio. O Tricolor, por sua vez, daria a área nobre do Olímpico como pagamento. Como a primeira parte do acordo não ocorreu, o clube também não entregou o antigo estádio.

    Abandonado

    O que aconteceu de lá pra cá é que o Velho Casarão ficou desativado. De acordo com a direção do clube, o Grêmio cumpriu todas suas obrigações com o Olímpico. Conforme o Tricolor, uma empresa de segurança é contratada para realizar a vigilância do Monumental, valor que custa, pelo menos, R$ 100 mil por mês aos cofres gremistas. Apesar disso, o ambiente inóspito e inseguro cresce no local, que hoje serve como ponto de usuários de drogas.

    Com a OAS em recuperação judicial, nada sobre a situação do Olímpico ou obras da Arena têm andado para frente. A falida construtora hoje se chama Metha e administra a Arena Porto Alegrense.

    A Arena é de propriedade da Metha, e o Tricolor tem acordo para o uso do estádio até 2032. O clube trabalha há mais de duas gestões na tentativa de comprar o estádio antes do término do contrato.

    Atualmente, a Arena está em situação de penhora. Em junho, a Justiça de São Paulo determinou a penhora a pedido do Banco Santander, Banrisul e do Banco do Brasil, financiadores na construção do estádio, que não receberam parte do pagamento pela OAS. Os três bancos financiaram R$ 210 milhões, mas receberam R$ 66 milhões de pagamento até então.

    Já a prefeitura de Porto Alegre pressiona ambas as partes para que o Velho Monumental tenha enfim o seu fim digno, a demolição e construção das obras no local, que irão revitalizar a área do abandono.


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