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    De volta à Argentina com o Flamengo, Sampaoli é ‘persona non grata’ no Racing

    Episódio na passagem de Jorge Sampaoli pela seleção da Argentina não é bem lembrado pelos torcedores do Racing, que receberão o treinador, pelo Flamengo, nesta quinta-feira

    Sampaoli no primeiro treino do Flamengo.
    Sampaoli no primeiro treino do Flamengo. Marcelo Cortes /CRF

    Matheus Dantasda Itatiaia

    Rio de Janeiro

    Pela primeira vez desde o fim de sua passagem pela seleção argentina, que terminou com queda precoce na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, e conflito público com Messi e companhia, Jorge Sampaoli estará de volta a uma área técnica em Buenos Aires nesta noite.

    O Flamengo enfrenta o Racing, pelo Grupo A da Copa Libertadores, e o técnico não será bem recebido no Estádio El Cilindro.

    Com trabalhos de sucesso no futebol europeu, no Chile e também no Brasil, mais recentemente, Sampaoli não tem o mesmo crédito com os seus compatriotas pelo trabalho realizado na seleção entre 2017 e 2018.

    Em particular, os torcedores do Racing, adversário do Flamengo nesta quinta-feira, não gostam ainda mais do técnico por conta do “caso Lautaro Martínez”, hoje da Inter de Milão-ITA.

    Explica-se. No ciclo de preparação para o Mundial, Sampaoli foi algumas vezes assistir jogos do Racing para observar, em especial, Lautaro Martínez, então promessa do Racing. O atacante, contudo, não foi convocado por Sampaoli, assim como seu parceiro Centurión. “Nesta quinta, deve ouvir algumas vaias por não ter chamado Lautaro Martínez e Centúrion para a Copa da Rússia”, completou o repórter.

    “A relação (de Sampaoli) com o argentino é de indiferença, sobretudo do público com ele. Quase não dirigiu equipes daqui, o trabalho na seleção foi curto e, depois, sequer deu entrevistas”, explicou Joaquín Bruno, jornalista da TyC Sports, à Itatiaia.

    “A verdade é que Sampaoli não deixou uma boa imagem no futebol argentino. Pelo contrário, a passagem pela seleção foi muito ruim, para não dizer péssima. Sabemos o que aconteceu na Copa. Não deixa de ser um técnico de hierarquia, mas, para o argentino, não é um bom treinador. Vai enfrentar a torcida do Racing que não gosta dele, pois ele não levou Lautaro Martínez, que era o nome principal do Racing naquele momento”, completou Germán García Grova, repórter da Radio La Red.

    De todo modo, o trabalho no Flamengo, uma das principais potências do continente e campeão de duas das últimas quatro Copas Libertadores, pode reposicionar Jorge Sampaoli na visão dos compatriotas.

    A partida contra o Racing, em Avellaneda, pode ser o início desta história do técnico. “A sensação é de que o Brasil pode ser o contexto ideal para voltar a se posicionar. As muitas partidas podem ser uma boa receita para a sua personalidade e tem o respaldo pelas boas campanhas no Santos e Atlético. Terá que aguentar a pressão enorme de um gigante como o Flamengo, onde poderá lutar por todos os títulos”, avaliou, por fim, Joaquín Bruno.

    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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