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    Magnata da Fórmula 1 é condenado a 17 meses de prisão por fraude fiscal

    Bernie Ecclestone admitiu que ocultou 400 milhões de libras na declaração de impostos

    Ecclestone chegando ao Tribunal em Londres
    Ecclestone chegando ao Tribunal em Londres Foto: Lucy North/PA Images via Getty Images

    da Itatiaia

    Ex-chefão da Fórmula 1, o magnata inglês Bernie Ecclestone declarou-se culpado de ocultar 400 milhões de libras (R$ 2,4 bilhões na cotação atual) em sua declaração de impostos e foi condenado há 17 meses de prisão por fraude fiscal.

    A confissão foi feita nesta quinta-feira (12) durante audiência em um tribunal de Londres, no qual também ficou definido, por meio de um acordo, que ele terá de pagar 653 milhões de libras (R$ 4 bilhões) ao governo britânico. Foram 18 anos de impostos sonegados.

    Aos 92 anos, Ecclestone não terá de cumprir a pena em regime fechado, pois o juiz Simon Bryan decidiu suspender a pena por dois anos, o que significa que o magnata será preso apenas se cometer outro crime durante este período.

    Em depoimento anterior, no encontro com representantes da Receita e Alfândega britânica, no ano de 2015, ele havia negado a acusação. Nesta quinta, após sentar-se no Tribunal Real de Southwark, Bernie se declaro culpado e forneceu alguns detalhes sobre o caso.

     

    O valor é referente a um fundo multimilionário e não declarado que o ex-chefão da F-1 mantinha em Cingapura. No depoimento dado em 2015, disse que havia estabelecido um único fundo a favor de suas filhas e que não era instituidor ou beneficiário de nenhuma outra operação do tipo. Christine Montgomery, advogada de defesa, disse que a resposta dada naquela época foi baseada em um engano.

    “A intenção do Sr. Ecclestone não era evitar o pagamento de impostos. Ele sempre esteve disposto a pagar. Sua resposta foi um lapso impulsivo de julgamento. Ele está com saúde frágil e o processo está causando imenso estresse para ele e para aqueles que o amam”, disse.

    Desde o início do ano, a equipe de defesa de Ecclestone vinha tentando impedir o julgamento, sob o argumento de risco de saúde, chegando a apresentar um relatório de um cardiologista, no qual estava escrito que o magnata “tinha mais chance de morrer do que de não morrer” se comparecesse ao Tribunal, mas o juiz não aceitou o argumento. A confissão se antecipou ao julgamento que ocorreria em novembro.

    *Com agências

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    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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