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    Assembleia-Geral da ONU é local apropriado para discutir guerra da Ucrânia, não Cúpula do G20, diz Lula

    Declaração de líderes do G20 foi branda com relação à guerra na Ucrânia, sem adotar o tom de condenação à invasão russa defendido pelos Estados Unidos, o G7 e a União Europeia.

    09.09.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante a abertura da Cúpula do G20 – Sessão I: “Uma Terra”, no Bharat Mandapam, 2° andar, Plenário da Cúpula. Nova Delhi - Índia. Foto: Ricardo Stuckert / PR
    09.09.2023 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, durante a abertura da Cúpula do G20 – Sessão I: “Uma Terra”, no Bharat Mandapam, 2° andar, Plenário da Cúpula. Nova Delhi - Índia. Foto: Ricardo Stuckert / PR

    Da CNN*

    O presidente Lula disse em entrevista à imprensa indiana neste sábado (9) que a Cúpula do G20 não é o lugar apropriado para discutir a guerra da Ucrânia, mas sim a Assembleia-Geral da ONU, que acontece no próximo dia 19.

    “Nós vamos ter a partir do dia 19 de setembro a Assembleia-Geral das Nações Unidas. Lá é o lugar para discutir a guerra. Lá é o lugar para discutir a paz. Lá é o lugar para colocar [Vladimir] Putin e [Volodymyr] Zelensky em uma mesa de negociação. Todo mundo é contra a guerra”, disse ao veículo Firstpost.

    “O G20 foi construído por conta da crise de 2008 e trouxe discussões sobre questões econômicas, sobre as instituições de Bretton Woods, o Banco Mundial o FMI. Por isso não achamos que aqui, na Índia, é o lugar ideal para discutir a guerra”, indicou.

    Lula voltou a afirmar que o Brasil “não vai se envolver na guerra”, mas que pretende estar presente nas negociações pela paz.

    O G20 conseguiu superar o impasse entre o G7 e a aliança entre Rússia e China e chegou a um consenso para a publicação do documento final da Cúpula de Líderes, realizada em Nova Delhi, na Índia.

    O documento, no entanto, foi brando com relação à guerra na Ucrânia, sem adotar o tom de condenação à invasão russa defendido pelos Estados Unidos, o G7 e a União Europeia.

    A Rússia, no entanto, só é citada no documento no contexto do acordo para exportação de grãos, que foi suspenso em julho deste ano.

    Publicado por Danilo Moliterno.