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    Biden e Xi concordam em avaliar negociação sobre controle de armas, diz assessor

    Governo chinês diz que está pronto para conduzir diálogos bilaterais sobre segurança estratégica

    Líderes da China e dos EUA realizaram uma reunião virtual
    Líderes da China e dos EUA realizaram uma reunião virtual REUTERS/Tingshu Wang

    David BrunnstromMichael MartinaTom Dalyda Reuters

    O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o líder chinês, Xi Jinping, concordaram em uma reunião virtual em avaliar a possibilidade de promover negociações sobre controle de armas, afirmou o conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, nesta terça-feira (16).

    Biden e Xi concordaram em “avaliar o início de levar adiante a discussão sobre estabilidade estratégica”, disse Sullivan em referência às preocupações com o acúmulo de mísseis da China.

    “Vocês verão múltiplos níveis de intensificação desse compromisso para garantir que existam proteções sobre esse tipo de competição, para que não se desvie para um caminho de conflito”, disse Sullivan em um webinar da Brookings Institution.

    Sullivan não elaborou sobre qual forma as discussões sobre estabilidade podem tomar, mas continuou dizendo: “Isso não é o mesmo que temos no contexto russo com o diálogo formal de estabilidade estratégica. Isso é muito mais maduro, e tem um histórico muito mais profundo. Há menos maturidade nisso nas relações EUA-China, mas os dois líderes discutiram essas questões e agora cabe a nós pensar na maneira mais produtiva para seguirmos adiante”.

    Os Estados Unidos já pediram repetidas vezes para que a China faça como a Rússia e participe de um novo tratado de controle de armamentos.

    A China diz que seu arsenal é pequeno em comparação aos dos outros países. O governo chinês diz que está pronto para conduzir diálogos bilaterais sobre segurança estratégica “com base na igualdade e no respeito mútuo”.

    O encontro virtual de segunda-feira foi o diálogo mais profundo entre os dois líderes desde a chegada de Biden ao governo norte-americano em janeiro.