Biden transforma data do fim da escravidão em feriado nacional nos EUA

O dia 19 de junho é o primeiro feriado nacional a ser estabelecido desde o "Dia de Martin Luther King Jr."

Kate Sullivan, da CNN

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou, nesta quinta-feira (17), uma lei que estabelece o dia 19 de junho como o “Juneteenth” (junção das palavras junho e dezenove em inglês), um feriado nacional que comemora o fim da escravidão no país.

Este é o primeiro feriado nacional a ser estabelecido desde o “Dia de Martin Luther King Jr.”, em 1983, e se torna o 11º reconhecido pelo governo federal dos Estados Unidos.

O Escritório de Gestão de Recursos Humanos dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que a maioria dos funcionários federais vão aderir ao feriado na sexta-feira (18), pois o dia 19 de junho cai em um sábado neste ano.

O “Juneteenth” comemora o dia 19 de junho de 1865, quando o Major General Gordon Granger anunciou o fim da escravidão em Galveston, Texas, em acordo com a Proclamação de Emancipação de 1863 do presidente Abraham Lincoln. Apenas alguns estados consideram atualmente a data como um feriado remunerado.

A legislação, que foi aprovada pelo Congresso na quarta-feira (16), ganhou envergadura após os protestos Black Lives Matter desencadeados pela morte de George Floyd, assassinado pela polícia no ano passado. Também foi impulsionado depois que os democratas conquistaram a Casa Branca e o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos.

Apoio de republicanos e democratas

O projeto foi aprovado na Câmara com uma votação de 415 a 14, depois que o Senado aprovou por unanimidade a legislação no dia anterior, e teve apoio bipartidário, incluindo a deputada democrata Sheila Jackson Lee, do Texas, o senador republicano John Cornyn, do Texas, e o senador democrata Ed Markey, de Massachusetts.

Lee disse a repórteres, antes da aprovação final do projeto de lei, que “o que vejo aqui hoje é a divisão racial se desintegrando, sendo esmagada neste dia por uma votação importante que reúne pessoas que entendem o valor da liberdade”.

Os 14 republicanos que votaram contra o projeto foram os deputados Thomas Massie, do Kentucky; Mo Brooks, do Alabama; Scott DesJarlais, do Tennessee; Andy Biggs, do Arizona; Tom Tiffany, do Wisconsin; Doug LaMalfa, da Califórnia; Tom McClintock, da Califórnia; Mike Rogers, do Alabama; Matt Rosendale, de Montana; Ronny Jackson, do Texas; Ralph Norman, da Carolina do Sul; Andrew Clyde, da Geórgia; Chip Roy, do Texas, e Paul Gosar, do Arizona.

O senador republicano de Wisconsin Ron Johnson já havia ido contra o projeto em 2020, dizendo que o dia de folga para funcionários federais custaria aos contribuintes dos Estados Unidos centenas de milhões de dólares. Mas Johnson desistiu de sua objeção esta semana, apesar de suas preocupações, o que abriu caminho para a aprovação do projeto no Senado.

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Foto: Stephanie Lecocq/Pool/AFP/Getty Images

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