Brasil busca excedente de vacinas contra a Covid-19 dos EUA

Prioridade do presidente Joe Biden é primeiro imunizar todos os americanos

Núria Saldanha

Da CNN, em Washington

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O Brasil está de olho nas vacinas contra a Covid-19 excedentes do estoque dos Estados Unidos. Mas o secretário de estado, Antony Blinken, chefe dos diplomatas americanos no mundo todo, disse, ao ser questionado sobre a possibilidade, que o governo Joe Biden só vai avaliar a possibilidade de enviar vacinas a outros países depois que toda sua população for imunizada.

Os Estados Unidos já administraram 147 milhões de doses de vacinas contra Covid-19. Até agora 96 milhões de pessoas tomaram pelo menos uma dose, e mais de 53 milhões, equivalente a 20% da população adulta, completaram a imunização.

Pelo menos 13 estados norte-americanos já estão vacinando toda a população acima de 16 anos. O primeiro epicentro da pandemia, Nova York, começou a vacinar a população acima de 30 anos nesta terça-feira (30) e a partir da semana que vem, também vai passar a vacinar todos acima de 16 anos.

A Casa Branca anunciou esta semana que 90% da população adulta vai estar elegível para vacinação até o dia 19 de abril. Com isso, entre maio e junho, o país pode finalizar a imunização dos adultos e começar a ter excedente de vacinas.

Funcionária de casa de repouso recebe dose da vacina contra Covid-19 em NY
Funcionária de casa de repouso recebe dose da vacina da Pfizer-BioNTech contra Covid-19 em Nova York
Foto: Yuki Iwamura – 4.jan.2021/Reuters

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou que se encontrou com embaixador americano no Brasil nesta terça-feira e que, com o avanço na vacinação por lá, em breve o país vai discutir a possibilidade fornecer aos brasileiros o excedente de vacinas, além de insumos e equipamentos hospitalares.

O governo Biden ainda não decidiu o que vai fazer com a sobra dos imunizantes: se vai guardar para imunizar jovens e crianças, assim que os testes nessas faixas etárias forem concluídos, ou se vai enviar para outras nações.

Por enquanto, os Estados Unidos vêm retendo vacinas por meio de um decreto presidencial que impede farmacêuticas exportarem doses produzidas no território americano antes de cumprir todo o contrato com o país – por isso, fabricantes como Pfizer, Johnson&Johnson e AstraZeneca estão bloqueadas de enviar vacinas fabricadas aqui para outros países que compraram doses.

Os Estados Unidos compraram doses de vacinas suficientes para imunizar 400 milhões de pessoas, 70 milhões a mais do que toda a população do país.

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