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    Brasil não descarta apresentar nova resolução na ONU contra guerra Israel-Hamas, dizem fontes

    Avaliação de integrantes do governo é de que o placar de doze votos favoráveis e apenas um veto contra foi expressivo

    Sessão do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, EUA
    Sessão do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, EUA 16/10/2023REUTERS/Andrew Kelly

    Basília Rodriguesda CNN

    Apesar do veto imposto pelos Estados Unidos contra a proposta do Brasil para reduzir a hostilidade do conflito Israel-Hamas, o governo brasileiro não descarta fazer uma segunda tentativa no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e apresentar uma nova resolução.

    De acordo com fontes do Itamaraty, o Brasil pode levar uma nova proposta ao conselho. Mas irá avaliar os desdobramentos, o que inclui a reação de outros países, antes de adotar novos movimentos neste sentido.

    Na avaliação de integrantes do governo, o placar de doze votos favoráveis e apenas um veto contra foi expressivo. Ao mesmo tempo, expôs a posição isolada dos Estados Unidos, que agora assumiriam um custo político maior pelos próximos capítulos da guerra.

    Da primeira vez em que o Conselho se reuniu para falar sobre o conflito, em 8 de outubro, a reunião foi encerrada sem consenso a respeito de uma declaração contra a guerra. A avaliação de momento é a de que o resultado desta quarta-feira deu um passo mais significativo na busca de uma decisão, sem vetos.

    A proposta brasileira defendia a abertura de corredores diplomáticos e condenava os ataques do Hamas a Israel. Para os Estados Unidos, faltou citar o direito de autodefesa de Israel, o que levou a embaixadora Linda Thomas Greenfield, representante americana no Conselho, a dizer que havia desapontamento com o texto proposto pelo Brasil.

    Da última vez que a embaixadora Thomas Greenfield utilizou a palavra “desapontada” para falar da avaliação dos EUA sobre algo que tenha origem no Brasil foi em maio, quando ela esteve em visita ao país, e disse ser essa a sensação americana ao saber das declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pró-Rússia no conflito com Ucrânia.

    Naquela situação, os Estados Unidos esperavam tom de neutralidade do Brasil. No caso de Israel-Hamas, a diferença é que os americanos declararam que veem os ataques de Israel a Hamas como sinônimo de autodefesa.