“Brasil pode ganhar muito com investimento na bioeconomia”, diz governador na COP26

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, falou à CNN sobre encontro com Príncipe Charles, em Glasgow

Anna Gabriela Costada CNN

em São Paulo

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Governadores brasileiros se reuniram, nesta quinta-feira (4), com o Príncipe Charles, em Glasgow, na Escócia, onde ocorre a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP26). Em entrevista à CNN, após o encontro, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), falou sobre as oportunidades financeiras que a bioeconomia podem trazer ao Brasil.

Nos debates de hoje, a energia limpa esteve em foco na conferência. A aceleração da transição de combustíveis fósseis para energia renovável e acessível aos países foi o centro de um compromisso firmado por diversos países.

Casagrande destacou que a transição energética trará oportunidades para as pessoas e crescimento ao Brasil. O tema foi abordado no encontro com o herdeiro do trono britânico.

“Uma reunião importante, porque o Príncipe Charles é um ativista, militante dessa causa, e está arrecadando fundos para que os governos possam assumir compromissos. Viemos aqui apresentar o consórcio para ele, dizer que muitos governadores estão envolvidos em um plano de neutralização do carbono. Vimos que o governo federal se afastou desse tema nos últimos três anos, um tema de preservação do planeta, que hoje já é oportunidade econômica”, disse o governador.

À CNN, Renato Casagrande afirmou que os compromisso assumidos pelo Brasil na COP26 são positivos, mas que “todo mundo quer saber qual o plano, na prática, o que será feito de concreto”.

“Essa é a expectativa na comunidade internacional, principalmente a expectativa nossa, dos brasileiros. O Brasil pode ganhar muito com investimento na bioeconomia, na energia renovável, tem um caminho grande que podemos percorrer e é importante que a sociedade cobre”, disse.

Ainda sobre o encontro com o Príncipe Charles, Casagrande destacou a intenção do monarca britânico em se envolver com causas no Brasil.

“O Príncipe Charles se colocou à disposição, está construindo alternativas, ele quer fazer essa ligação com o Brasil. É preciso que a gente construa projetos importantes, mas a maior parte dos investimento vai vir das empresas privadas se a gente conseguir regulamentar o mercado de carbono, se sair um documento que regulamente o mercado, se o Brasil acelerar no Congresso, as atividades econômicas vão se resolver por si só”, afirmou.

“Poderemos ter financiamento de projetos de descarbonização de empresas privadas do Brasil e de fora do Brasil, ajudando nessa nova economia que é fundamental para alcançarmos a meta de neutralidade em 2050”, acrescentou o governador.

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