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    Cientistas russos criticam prisão de pesquisadores “brilhantes” por suspeita de traição

    Três pessoas foram detidas pelos serviços de segurança da Rússia, suspeitas de compartilhar segredos de estado relacionados a pesquisas sobre de aeronaves hipersônicas

    O trabalho de Alexander Shiplyuk incluiu pesquisas sobre o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas.
    O trabalho de Alexander Shiplyuk incluiu pesquisas sobre o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas. Instituto de Mecânica Teórica e Aplicada

    Katharina Krebsda CNN

    A prisão de três cientistas russos por suspeita de traição foi criticada por membros de um instituto científico russo, que alertam que a medida criou um efeito assustador na comunidade.

    Os três cientistas russos, Anatoly Maslov, Alexander Shiplyuk e Valery Zvegintsev, foram detidos pelos serviços de segurança do país no ano passado, segundo a carta aberta publicada esta semana por membros do Instituto de Mecânica Teórica e Aplicada (ITAM).

    Seu trabalho incluiu pesquisas sobre o desenvolvimento de aeronaves hipersônicas.

    A carta apelou às autoridades russas para “proteger a ciência aerodinâmica russa” e alertou que os funcionários não entendem como “fazer seu trabalho” por medo de serem acusados.

    “Qualquer artigo ou relatório pode levar a acusações de traição”, dizia.

    “O trabalho pelo qual somos premiados e elogiados como exemplos de hoje torna-se motivo para processo criminal amanhã. Nestas circunstâncias, é simplesmente impossível para o nosso instituto funcionar”, dizia a carta.

    De acordo com o site do instituto, Zvegintsev fundou um laboratório que pesquisa tecnologias hipersônicas em 2001, e Shiplyuk assumiu a liderança do laboratório em 2006.

    No verão passado, a TASS informou que Shiplyuk e Maslov foram presos em Moscou. Segundo a agência de notícias estatal, os dois cientistas eram suspeitos de compartilhar segredos de estado relacionados ao hipersom.

    Na terça-feira (16), a TASS também informou que Zvegintsev, pesquisador-chefe do ITAM, havia sido colocado em prisão domiciliar, citando um comunicado publicado pelo tribunal. Essa declaração agora parece ter sido excluída do site do tribunal.

    “Os materiais de todos os três casos criminais são fechados ao público, mas sabemos de fontes abertas que os atos pelos quais nossos colegas podem passar o resto de suas vidas atrás das grades são algo considerado essencial em todo o mundo, inclusive na Rússia”, disse a carta publicada pelos colegas de Zvegintsev.

    Acrescentou que “fazer apresentações em seminários e conferências internacionais, publicar artigos em revistas de alto nível, participar de projetos científicos internacionais” faz parte de “atividade científica de alta qualidade”.

    “Todos eles [os três cientistas presos] são conhecidos por seus brilhantes resultados científicos. Suas competências e reputação profissional permitiram que eles encontrassem um trabalho altamente remunerado e de prestígio no exterior, mas eles não deixaram sua terra natal, dedicando suas vidas a servir a ciência russa”, acrescentou a carta do ITAM.

    Na quarta-feira (17), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que estava ciente de um apelo de cientistas da Seção Siberiana da Academia Russa de Ciências, mas não poderia comentar sobre isso devido à investigação em andamento.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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