Cuba classifica sua exclusão da Cúpula das Américas como “antidemocrática”

Autoridades americanas afirmaram que a falta de direitos humanos e as eleições antidemocráticas nesse país motivaram a decisão de excluir a nação do evento; Nicarágua e Venezuela também não foram convocados

Bandeira de Cuba na embaixada do país em Washington, Estados Unidos
Bandeira de Cuba na embaixada do país em Washington, Estados Unidos 20/07/2015 REUTERS/Gary Cameron

Patrick Oppmannda CNN

Havana, Cuba

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O governo de Cuba atacou nesta segunda-feira (6) a decisão dos Estados Unidos de não convidar seu país, nem a Nicarágua ou a Venezuela para a Cúpula das Américas, a reunião regional realizada nesta semana em Los Angeles.

“Não há razão para justificar a exclusão antidemocrática e arbitrária de qualquer país do hemisfério para esta reunião continental”, disse um comunicado do Ministério das Relações Exteriores. “Você não pode falar sobre as Américas sem incluir todos os países do hemisfério”, insistiu o pronunciamento.

As autoridades americanas afirmaram que a falta de direitos humanos e as eleições antidemocráticas nesses três países latino-americanos motivaram a decisão de excluir essas nações da Cúpula. Cuba foi convidada para o evento pela primeira vez em 2015, no meio de uma negociação com o então governo do presidente Barack Obama, e novamente em 2018.

A controvérsia sobre os convites ameaçou atrapalhar a Cúpula antes mesmo de começar, depois que o presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, afirmou que boicotaria o evento se Cuba, Nicarágua e Venezuela não fossem convocados. Nesta segunda-feira (6), López Obrador anunciou que não compareceria e que enviaria uma delegação em seu lugar.

Autoridades americanas informaram que ativistas da oposição cubana foram convidados para representar a ilha em Los Angeles, mas alegaram que o governo de Cuba os impedia de viajar para a Cúpula.

Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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