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    Doze funcionários da ONU foram mortos em Gaza, confirma organização

    ONU também alertou sobre uma crise hídrica "iminente" em toda a Faixa de Gaza devido a infraestruturas danificadas

    Palestinos tentam retirar corpo em meio a escombros de prédio destruído por ataque israelense na Faixa de Gaza
    Palestinos tentam retirar corpo em meio a escombros de prédio destruído por ataque israelense na Faixa de Gaza 09/10/2023REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

    Samantha BeechRichard Rothda CNN

    Nova York

    Ao menos 12 pessoas que trabalhavam para a Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas (UNRWA) foram mortas em Gaza desde o último sábado (7), disse nesta quinta-feira (12) um porta-voz do secretário-geral da ONU, à medida que a crise humanitária se aprofunda.

    Todos os 12 trabalhadores da ONU mortos eram palestinos, segundo o porta-voz, Stéphane Dujarric, ao falar com os repórteres em Nova York.

    Dujarric disse que o deslocamento em massa continua aumentando em toda a Faixa de Gaza, enquanto Israel ataca o território com ataques aéreos, aumentando 30% nas últimas 24 horas para atingir mais de 338.000  pessoas. Desse número, dois terços estão abrigados em 92 escolas administradas pela UNRWA.

    Mais de 2.500 unidades habitacionais em Gaza foram destruídas ou gravemente danificadas e tornaram-se inabitáveis, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) em uma atualização desta quinta. Outros 23 mil sofreram danos moderados a leves.

    “Pelo menos 88 instalações educativas foram atingidas, incluindo 18 escolas da UNRWA, duas das quais estavam a ser utilizadas como abrigos de emergência para pessoas deslocadas, bem como 70 escolas da Autoridade Palestina. Isto significa que, pelo sexto dia consecutivo, mais de 600 mil crianças não tiveram acesso à educação num local seguro em Gaza”, disse Dujarric.

    A porta-voz também alertou sobre uma crise hídrica “iminente” em toda a Faixa de Gaza devido a infraestruturas danificadas, falta de eletricidade necessária para operar bombas e usinas de dessalinização, bem como fornecimento limitado de água nos mercados locais.

    “O abastecimento de água não pode ser reabastecido devido ao bloqueio total da Faixa pelas autoridades israelitas, o combustível não pode ser trazido e os fornecedores de água israelitas já não fornecem água a Gaza.”

    O OCHA afirmou que “sete importantes instalações de água e esgoto que atendem a mais de um milhão de pessoas foram atingidas por ataques aéreos e gravemente danificadas” desde o início do conflito. “Em algumas áreas, o esgoto e os resíduos sólidos estão agora a acumular-se nas ruas, representando um perigo para a saúde.”

    Metade das padarias tem fornecimento de farinha de trigo para menos de uma semana, disse a OCHA, enquanto 70% das lojas relatam uma diminuição significativa dos stocks de alimentos.

    Lendo a atualização do OCHA, Dujarric afirmou que as agências humanitárias continuam a enfrentar grandes restrições na prestação de assistência.

    “A insegurança está impedindo o acesso seguro às áreas e armazéns impactados. Apesar das condições desafiadoras, os trabalhadores humanitários prestaram alguma assistência, incluindo a distribuição de pão fresco a 137 mil pessoas deslocadas, a entrega de 70 mil litros de combustível a instalações de água e saneamento e a ativação de linhas de apoio psicossocial.”

    Veja também: Marinha de Israel diz ter impedido rapidamente invasão por mar