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    Eleições na França: urnas registram 63,23% de comparecimento até o momento

    Se comparado com o primeiro turno, no mesmo horário, a participação era de 65%

    Layli Foroudida ReutersArtur Nicocelida CNN

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    A participação dos eleitores no segundo turno da eleição presidencial francesa neste domingo (24) era de 63,23%, às 17h, horário local da França, mostraram dados do Ministério do Interior. Se comparado com o primeiro turno, no mesmo horário, a participação era de 65%.

    Em 2017, no mesmo horário também, a participação atingiu 65,30%. Os franceses votam neste domingo (24) em uma eleição que decidirá se o presidente centrista Emmanuel Macron, pró-União Europeia, mantém seu cargo ou é destituído pela “eurocética” de extrema-direita Marine Le Pen, o que equivaleria a um terremoto político.

    Pesquisas de opinião nos últimos dias indicam uma liderança sólida e ligeiramente crescente de Macron, já que analistas entendem que Le Pen, apesar de seus esforços para suavizar sua imagem e atenuar algumas das políticas de seu partido, o Rally Nacional, permaneceu sem a preferência de muitos.

    Mas uma vitória surpresa da candidata não pode ser totalmente descartada, dado o alto número de eleitores que estavam indecisos ou não tinham certeza se votariam no segundo turno da eleição presidencial.

    Dados mais cedo

    Pela manhã, a participação dos eleitores foi de 26,41%, mostraram dados do Ministério do Interior. A taxa de comparecimento foi menor do que no mesmo período de 2017, quando foi de 28,23%, mas superior à primeira rodada de 2022 há duas semanas, quando chegou a 25,48% ao meio-dia. Analistas dizem que uma baixa participação aumenta a incerteza em torno do resultado final.

    A quantidade também é a mesma que as eleições de 2002, quando o pai de Le Pen, Jean-Marie Le Pen era candidato ao segundo turno. Ele perdeu para Jacques Chirac, que teve 82,21% dos votos.

    As urnas abrem às 8h, no horário local (5h, pelo horário de Brasília), e fecham às 20h (17h, pelo horário de Brasília). Os franceses podem votar em escolas, como no Brasil.

    Eleição na França

    Com as pesquisas mostrando que nenhum dos candidatos pode contar com um número suficiente de apoiadores comprometidos, muito dependerá daqueles avaliando as implicações de uma presidência de extrema-direita contra a raiva pelo histórico de Macron desde sua eleição de 2017.

    Se Le Pen vencer, provavelmente trará a mesma sensação de agitação política do voto britânico para deixar a União Europeia ou da eleição de Donald Trump nos Estados Unidos em 2016.

    “Cada um deles tem uma enorme fraqueza”, analisa Bernard Sananes, do instituto de pesquisas Elabe. “Emmanuel Macron é considerado arrogante por mais de um em cada dois eleitores e Marine Le Pen continua assustadora para metade deles”, explica.

    Macron, de 44 anos e vencedor do mesmo confronto há cinco anos, alertou para uma “guerra civil” se Le Pen – cujas políticas incluem a proibição de usar lenços muçulmanos em público – for eleita, pedindo a democratas de todas as camadas que o apoiem contra a extrema-direita.

    Já Le Pen, de 53 anos, concentrou sua campanha no aumento do custo de vida na sétima maior economia do mundo, que muitos franceses relatam ter piorado com o aumento dos preços globais de energia. Ela também focou no estilo de liderança abrasivo de Macron, que, segundo ela, mostra um desprezo elitista pelas pessoas comuns.

    “A questão nesta domingo é simples: Macron ou França”, disse ela em um comício na cidade de Arras, no norte da França, na quinta-feira (21). A mensagem de Le Pen repercutiu entre muitos eleitores.

    “Ela está perto das pessoas. Ela pode realmente dar poder de compra às pessoas, fazer as pessoas sorrirem”, disse a agente penitenciária Erika Herbin, de 43 anos, após uma manifestação.

    *Com informações da Reuters

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