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    Em encontro com Blinken, China diz que não tem intenção de “desafiar ou deslocar” os EUA

    Segundo a mídia estatal chinesa, o encontro durou aproximadamente 30 minutos e pode ajudar a realizar uma cúpula entre Xi e Biden no final do ano

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, cumprimenta presidente da China, Xi Jinping, durante visita a Pequim
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, cumprimenta presidente da China, Xi Jinping, durante visita a Pequim 19/06/2023 REUTERS/Leah Millis

    Da CNNDa Reuters

    O líder chinês Xi Jinping e o principal diplomata americano Antony Blinken se encontraram em Pequim nesta segunda-feira (19) em meio a tensões entre as duas grandes potências.

    O encontro de aproximadamente 30 minutos pode ajudar a facilitar uma cúpula entre Xi e o presidente dos EUA, Joe Biden, no final do ano.

    Segundo a mídia estatal chinesa, o presidente chinês disse a Blinken que o mundo precisa de uma relação estável entre a China e os Estados Unidos e que os dois países “podem superar várias dificuldades”.

    Blinken também se manifestou sobre o assunto, de acordo com o Departamento de Estado dos EUA, e disse que Biden acredita que Washington e Pequim têm a obrigação de administrar seu relacionamento e que os Estados Unidos estão comprometidos em fazer isso.

    Blinken também enfatizou em seus comentários que os EUA não estavam buscando um relacionamento adversário com a China.

    “Há uma profunda diferença para os Estados Unidos, e para muitos outros países, entre ‘desarriscar’ e desacoplar”, disse Blinken ao explicar o interesse dos EUA em neutralizar possíveis confrontos.

    Blinken disse que a China garantiu aos EUA e a outros países que não fornecerá ajuda letal à Rússia e “não vimos nenhuma evidência que contradiga isso”, embora tenha notado que a garantia da China está de acordo com as repetidas declarações feitas nas últimas semanas.

    “No entanto, temos preocupações contínuas com as empresas chinesas, empresas que podem estar fornecendo tecnologia que a Rússia pode usar para promover sua agressão na Ucrânia. E pedimos ao governo chinês que seja muito vigilante sobre isso”, acrescentou Blinken.

    Xi pediu aos EUA que não “prejudiquem os direitos e interesses legítimos da China”. “A China respeita os interesses dos EUA e não visa desafiar ou deslocar os Estados Unidos”, declarou.

    Em um vídeo publicado pela televisão estatal, Xi disse que “os dois lados concordaram em seguir os entendimentos comuns que o presidente Biden e eu alcançamos em Bali. Os dois lados também fizeram progressos e chegaram a um acordo sobre algumas questões específicas.

    “Isso é muito bom”, disse.