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    Enviada dos EUA diz que ser membro pleno da ONU não ajudará palestinos a se tornarem um Estado

    Conselho de Segurança da organização se reunirá nesta semana para discutir o tema

    Embaixadora dos EUA, Linda Thomas-Greenfield, vota contra resolução proposta pelo Brasil sobre conflito Israel-Hamas no Conselho de Segurança da ONU
    Embaixadora dos EUA, Linda Thomas-Greenfield, vota contra resolução proposta pelo Brasil sobre conflito Israel-Hamas no Conselho de Segurança da ONU Mike Segar/Reuters (18.out.23)

    Da Reuters

    Seul

    A embaixadora dos EUA na Organização das Nações Unidas (ONU), Linda Thomas-Greenfield, disse nesta quarta-feira (17) que não vê uma resolução recomendando que a Autoridade Palestina se torne um membro pleno da ONU, ajudando a levar a uma solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano.

    Thomas-Greenfield fez os comentários numa conferência de imprensa em Seul, na Coreia do Sul, após ter sido questionado se os EUA estavam abertos a reconhecer o pedido da Autoridade Palestiniana para ser membro pleno da ONU.

    “Não vemos que fazer uma resolução no Conselho de Segurança nos levará necessariamente a um lugar onde possamos encontrar uma solução de dois Estados no futuro”, disse Thomas-Greenfield.

    Ela disse que o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou categoricamente que Washington apoiava uma solução de dois estados e estava trabalhando para implementá-la o mais rápido possível.

    Espera-se que a Autoridade Palestina pressione o Conselho de Segurança de 15 membros a votar, já na quinta-feira (18), um projeto de resolução que recomenda que se torne membro pleno do órgão mundial, disseram diplomatas. A Argélia, membro do Conselho de Segurança, distribuiu um projeto de texto na noite de terça-feira.

     

    Um comitê do Conselho de Segurança da ONU que considerou o pedido “não foi capaz de fazer uma recomendação unânime” sobre se ele atendia aos critérios, de acordo com o relatório do comitê visto pela Reuters.

    Um pedido para se tornar membro de pleno direito da ONU precisa ser aprovado pelo Conselho de Segurança – onde os Estados Unidos podem vetar – e depois por pelo menos dois terços da Assembleia Geral de 193 membros.

    Pouco progresso foi feito na consecução do Estado palestino desde a assinatura dos Acordos de Oslo entre Israel e a Autoridade Palestiniana no início da década de 1990.

    Entre os obstáculos estão a expansão dos colonatos israelenses, e o Embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse que a Autoridade Palestina não cumpriu os critérios exigidos para a criação de um Estado.

    A Autoridade Palestiniana, chefiada pelo Presidente Mahmoud Abbas, exerce uma autonomia limitada na Cisjordânia e é parceira de Israel nos Acordos de Oslo. O Hamas em 2007 derrubou a Autoridade Palestina do poder na Faixa de Gaza.

    (Reportagem de Josh Smith; edição de Ed Davies e Miral Fahmy)