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    EUA: ‘Brasil tem responsabilidade de liderar soluções para o meio ambiente’

    Governo de Joe Biden espera resultado do Brasil contra desmatamento ainda neste ano

    Incêndios ocorridos na região do Pantanal em 2020
    Incêndios ocorridos na região do Pantanal em 2020 Foto: Divulgação/Governo do MT

    Núria Saldanha, da CNN, em Washington

    A Casa Branca recebeu a carta em que o presidente Jair Bolsonaro aceita o convite para participar da Cúpula do Clima, nos dia 22 e 23 de abril. A informação foi confirmada por um funcionário do alto escalão do governo americano à CNN. O governo dos Estados Unidos saudou o compromisso do Brasil de acabar com o desmatamento ilegal até 2030, como prometido por Bolsonaro no documento, mas diz que espera ver medidas concretas para reduzir cortes de árvores e incêndios florestais ainda neste ano.

    Washington entende que precisa de parceiros globais para enfrentar a crise climática, uma prioridade para o presidente Joe Biden, e destaca que o Brasil, umas das 20 maiores economias do mundo, tem a responsabilidade de assumir a ponta na implementação de soluções para esta crise. A Casa Branca diz que o assunto é urgente e não quer ver um plano com medidas apenas para daqui a 5 ou 10 anos.

    Integrantes do governo Biden afirmam que a reunião do clima, na semana que vem, pode ser um momento-chave para relacionamento diplomático entre os dois países. O momento, de acordo com eles, é uma oportunidade para o Brasil se posicionar a favor do meio ambiente.

    A carta de Bolsonaro chega com sinais de mudança na postura de Brasília. Em reuniões recentes com integrantes do governo americano, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendeu que o Brasil só se comprometeria com as metas climáticas e a redução de desmatamento se os Estados Unidos pagassem antecipadamente por isso.

    Um porta-voz do departamento de estado americano disse à CNN que os Estados Unidos sabem que há custos para proteger a Amazônia e têm a intenção de mobilizar a comunidade internacional para remunerar o Brasil pela preservação da floresta, mas o pagamento será por resultado. Sendo assim, o Brasil só vai receber o dinheiro, quando comprovar que reduziu o desmatamento.