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    EUA dizem que mortes recentes em Rafah não afetarão apoio militar a Israel

    Um ataque matou 45 pessoas no final de semana e outros dois deixaram 29 mortos nesta terça-feira (28)

    Palestinos procuram comida entre escombros queimados após ataque israelense em área designada para pessoas deslocadas, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza
    Palestinos procuram comida entre escombros queimados após ataque israelense em área designada para pessoas deslocadas, em Rafah, no sul da Faixa de Gaza Mohammed Salem/Reuters (27.mai.24)

    Reuters

    O governo de Joe Biden disse nesta terça-feira (28) que está monitorando de perto a investigação sobre um ataque aéreo israelense que matou 45 pessoas em Rafah.

    Apesar de se opor a uma operação militar na cidade ao sul de Gaza, os Estados Unidos disseram que os recentes ataques não cruzaram a “linha vermelha” do governo americano e a ajuda a Israel vai continuar.

    “Os israelenses disseram que foi um erro trágico”, afirmou o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, a repórteres na Casa Branca. Kirby foi questionado se os eventos do fim de semana se qualificam como uma ação de “morte e destruição” que autoridades americanas alertaram que poderia levar os EUA a segurar apoio adicional a Israel.

    O governo americano não tem uma “régua ou uma cota”, disse Kirby.

    “Nós também dissemos que não queremos ver uma grande operação terrestre em Rafah que realmente tornasse difícil para os israelenses ir atrás do Hamas sem causar danos extensos e potencialmente uma grande quantidade de mortes. Ainda não vimos isso”, disse.

    Kirby ainda ressaltou que as operações de Israel foram realizadas majoritariamente em um corredor nos arredores de Rafah.

    As mortes mais recentes em Rafah testaram a promessa do presidente Joe Biden de reter armas se Israel conduzir uma grande invasão na cidade que coloque os civis em risco.

    Falando em um evento cerimonial em Washington, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, disse que “a palavra trágico nem começa a descrever” o ataque aéreo israelense no último domingo que provocou um incêndio em um acampamento de Rafah, em Gaza, matando 45 palestinos.

    Israel afirmou que “algo infelizmente deu tragicamente errado” no ataque aéreo de domingo, e seu Exército negou ter bombardeado um acampamento nesta terça-feira (28).

    Israel disse que visava dois operadores de alto escalão do Hamas na operação de domingo e não tinha a intenção de causar vítimas civis.

    Kirby afirmou a repórteres que há um risco real de que Israel possa ficar ainda mais isolado na comunidade internacional por causa da maneira como está conduzindo suas operações.

    “Então, isso é uma preocupação, claramente, porque não é de interesse de Israel”, disse Kirby. “E não é do nosso interesse que Israel fique cada vez mais isolado no cenário mundial”.

    A resposta do governo dos EUA havia sido criticada nesta terça-feira (28) por grupos de direitos humanos.

    “Infelizmente, por causa da insistência do presidente Biden em enviar mais bombas para viabilizar os crimes de guerra de Netanyahu em Rafah, isto agora é tanto um genocídio americano quanto um genocídio israelense”, afirmou Nihad Awad, diretor-executivo do Conselho de Relações Islâmico-Americanas (CAIR).

    Autoridades israelenses e americanas denunciaram o uso do termo genocídio para descrever o que está acontecendo em Gaza.