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    EUA vão ajudar o Japão com leitura de gravadores após colisão de aviões

    Japão buscou assistência com os gravadores HON.O, fabricados pela empresa Honeywell

    Avião A350 da Japan Airlines em chamas no aeroporto internacional de Haneda, em Tóquio
    Avião A350 da Japan Airlines em chamas no aeroporto internacional de Haneda, em Tóquio 02/01/2024REUTERS/Issei Kato

    David ShepardsonAllison LampertValerie InsinnaTim Hepherda Reuters

    Autoridades de segurança da aviação dos Estados Unidos fornecerão assistência ao Japão para leitura de gravadores de aviões após a colisão entre aeronaves nesta semana em Tóquio.

    A presidente do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos EUA, Jennifer Homendy, disse a repórteres que o Japão buscou assistência com os gravadores HON.O, fabricados pela empresa Honeywell.

    “Vamos ajudar nisso”, afirmou ela, acrescentando que não está claro se os gravadores serão levados a Washington para análise ou se funcionários do conselho viajarão ao país asiático.

    Todas as 379 pessoas a bordo do Airbus A350 da Japan Airlines conseguiram deixar a aeronave depois que ela pegou fogo após colidir com um turboélice De Havilland Dash-8 da Guarda Costeira durante pouso no aeroporto de Haneda, em Tóquio, na terça-feira (2).

    Um porta-voz da Honeywell pontuou que a empresa produziu o gravador de voz da cabine usado no Dash-8 de fabricação canadense, mas não o gravador de dados de voo.

    A L3Harris LHX.N produziu ambos os gravadores para o A350 da fabricante europeia de aviões, de acordo com um comunicado de imprensa de 2008. A companhia não respondeu o contato da reportagem até a publicação da matéria.

    De acordo com as regras internacionais para investigações de aeronaves, conhecidas em toda a indústria pelo seu nome legal “Anexo 13”, a investigação é liderada pelo país onde ocorreu o acidente, mas as nações onde os aviões são fabricados também podem participar.

    Especialistas forenses da Airbus e da agência estatal francesa BAE, juntamente com um representante do Conselho de Segurança nos Transportes do Canadá, estão apurando o acidente, que matou cinco dos seis tripulantes do avião da Guarda Costeira.

    O Japão, que lidera a investigação, também pode pedir ajuda a outros países ao abrigo das regras internacionais.