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    Grupo rebelde da Colômbia retira suspensão de sequestros

    ELN acusa governo colombiano de não cumprir acordo

    Rebeldo do ELN em floresta do departamento de Chocó, na Colômbia
    Rebeldo do ELN em floresta do departamento de Chocó, na Colômbia Reuters

    Luis Jaime Acostada Reuters

    O Exército de Libertação Nacional (ELN), grupo rebelde colombiano, disse nesta segunda-feira (6) que vai retirar a suspensão dos sequestros porque o governo não cumpriu os acordos alcançados durante as negociações de paz.

    O grupo armado destacou que sua decisão se deve ao atraso no estabelecimento de um fundo multi-doadores para um processo de paz que tiraria o ELN do conflito armado no país.

    A retirada da suspensão representa mais um desafio às negociações de paz entre o ELN e o governo do presidente Gustavo Petro.

    Embora tenham ocorrido seis rodadas de negociações desde o final de 2022, a crise nas discussões aconteceu após as reuniões avançadas do governo com uma das frentes do grupo rebelde na província de Narino, que teriam visto membros da facção entregando armas e se reintegrando na sociedade.

    A crise levou o grupo a decidir, em abril, congelar as conversas planejadas para esse mês.

    “Até agora o fundo não foi criado, o governo mostra pouca vontade de avançar neste campo”, afirmou o ELN em comunicado.

    “Diante do exposto, o ELN encerra a sua oferta de suspender unilateralmente as detenções econômicas”, adicionou.

    O governo da Colômbia diz que o fundo não foi acordado como um incentivo para o ELN acabar com os sequestros, acrescentando que os atrasos foram causados devido à decisão do grupo rebelde de convocar uma rodada extraordinária de negociações.

    “Esperamos que o ELN mantenha o seu compromisso com a sociedade colombiana e a comunidade internacional para pôr fim a qualquer forma de sequestro”, pontuou a delegação de paz do governo no comunicado.