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    Líderes mundiais enviarão vídeos ao invés de irem até a Assembleia-Geral da ONU

    A medida abre caminho para a participação de pessoas preocupadas em viajar para os Estados Unidos, como o governante norte-coreano Kim Jong-un

    Secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa na abertura da Assembleia-Geral de 2019
    Secretário-geral da ONU, António Guterres, discursa na abertura da Assembleia-Geral de 2019 Foto: Brendan McDermid/Reuters (24.set.2019)

    Reuters

    Os líderes mundiais vão mandar vídeos em vez de se reunir fisicamente na sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em setembro devido à pandemia do novo coronavírus, decidiu a Assembleia-Geral nesta quarta-feira (22).

    A medida abre caminho para a participação de pessoas preocupadas em viajar para os Estados Unidos, como o governante norte-coreano Kim Jong-un.

    A reunião anual seria uma celebração de uma semana do 75º aniversário do órgão mundial, mas o secretário-geral da ONU, António Guterres, sugeriu em maio que os líderes enviassem pronunciamentos por vídeos devido a possíveis problemas de viagem.

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    A Assembleia-Geral de 193 membros concordou com as medidas especiais.

    “Cada Estado-Membro, Estado Observador e a União Europeia podem enviar uma declaração pré-gravada de seu chefe de Estado, vice-presidente, príncipe herdeiro ou princesa, chefe de governo, ministro ou vice-ministro, que será representado na Assembleia-Geral… após a apresentação de seu representante que estiver fisicamente presente”, de acordo com a decisão.

    Tradicionalmente, centenas de eventos também são realizados à margem do debate da ONU, mas o presidente da Assembleia-Geral, Tijjani Muhammad-Bande, escreveu em uma carta aos Estados que “todos os eventos paralelos foram transferidos para plataformas virtuais a fim de limitar a presença e o número de pessoas no prédio da ONU”.

    O novo coronavírus infectou pelo menos 15 milhões de pessoas e houve mais de 620 mil mortes registradas em todo o mundo, de acordo com contagem da Universidade Johns Hopkins. Nova York chegou a ser um epicentro global do vírus, que surgiu na China no final do ano passado.